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A mulher de Flávio Bolsonaro desconfia que sofreu um ataque de hacker

Flávio Bolsonaro e Fernanda Figueira. (Foto: Reprodução)

A mulher do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) pode ter sido mais uma vítima de um ataque hacker por meio de celulares. Segundo a revista Época, Fernanda Figueira recebeu uma ligação do seu próprio número e, desconfiada, avisou o marido, que denunciou o caso para a PF (Polícia Federal).

O ataque à esposa de Flávio Bolsonaro é bastante semelhante com o do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. De acordo com a assessoria do ex-juiz, o mesmo recebeu uma ligação e percebeu que a chamada vinha do mesmo número que o seu.

A PF acredita que, de alguma maneira, é nesse telefonema do próprio número que o hacker coleta o arquivo de todas as mensagens SMS arquivadas no celular da vítima – dentre elas o código de ativação do Telegram na versão desktop.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro. Ele é investigado por transações bancárias suspeitas realizadas por um ex-assessor seu na Assembleia Legislativa do Rio, Fabrício Queiroz, na época em que era deputado estadual.

A PF e o Ministério Público Federal (MPF) têm indícios de que o ataque hacker que expôs mensagens privadas do juiz Sergio Moro e de procuradores da Operação Lava-Jato foi muito bem planejado e teve alcance bem mais amplo do que se sabe até agora. Entre os alvos dos criminosos, estiveram integrantes das forças-tarefas de ao menos quatro estados (Rio, São Paulo, Paraná e Distrito Federal), delegados federais de São Paulo, magistrados do Rio e de Curitiba.

Além do atual ministro da Justiça e do procurador Deltan Dallagnol, estão a juíza substituta da 13ª Vara Federal Gabriela Hardt (que herdou processos de Moro temporariamente quando ele deixou o cargo), o desembargador Abel Gomes, relator da segunda instância da Lava-Jato no Rio, o juiz Flávio de Oliveira Lucas, do Rio, o ex-procuradora-geral da República Rodrigo Janot, os procuradores Paulo Galvão, Thaméa Danelon, Ronaldo Pinheiro de Queiroz, Danilo Dias, Eduardo El Haje, Andrey Borges de Mendonça, Marcelo Weitzel e um jornalista do jornal O Globo.

Outros dois procuradores, ambos ex-auxiliares de Janot, relataram ao jornal O Globo também terem sido vítimas de ataques de hackers, mas pediram para não terem os nomes publicados.

Em alguns casos, como o da força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro, alguns integrantes evitaram a invasão, já que tinha controles mais rígidos, em especial a verificação em duas etapas para acesso remoto ao aplicativo Telegram.

As mensagens atribuídas a entre Moro e Deltan indicam uma atuação combinada em determinados momentos da Lava Jato, inclusive no processo que resultou na condenação do ex-presidente Lula, expondo a operação a inédito desgaste.

Mesmo após a revelação do caso, o esquema criminoso continua em atuação. Na semana passada, um hacker entrou em contato com José Robalinho, ex-presidente da Associação Nacional de Procuradores, se fazendo passar pelo procurador militar Marcelo Weitzel, que teve seu celular invadido, como revelou a revista Época.

Em meio à crise deflagrada pelos ataques de hacker, procuradores discutem entre si as mais variadas teses sobre as origens dos ataques. Alguns levantam suspeitas até sobre invasões de origem russa, o que não está comprovado. Mas, se os autores ainda são desconhecidos, entre os alvos prevalece a ideia de que as invasões são uma ação orquestrada contra a Lava-Jato.