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Brasil A Organização Mundial da Saúde alerta para o impacto do cigarro na saúde cardiovascular

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O tabagismo é um dos hábitos quem podem causar câncer. (Foto: Banco Mundial/ONU)

Nesta quinta-feira (31), Dia Mundial sem Tabaco, a OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta para a ligação entre o cigarro e as doenças cardiovasculares, principal causa de morte em todo o mundo. Segundo a entidade, o uso do tabaco é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doença arterial coronariana, derrame e doença vascular periférica.

“Apesar dos danos conhecidos do tabaco à saúde do coração e da disponibilidade de soluções para reduzir [o número de] mortes e doenças relacionadas ao tabagismo, o conhecimento entre grandes setores do público de que o tabaco é uma das principais causas de doenças cardiovasculares é baixo”, informou a OMS.

Dados da organização mostram que as doenças cardiovasculares matam mais pessoas do que qualquer outra enfermidade no mundo, sendo que fumantes passivos respondem por aproximadamente 12% do total de mortes por doenças do coração. O uso do tabaco figura como a segunda principal causa de doenças cardiovasculares, atrás apenas da pressão arterial alta.

“A epidemia global de tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos, das quais quase 900 mil são não fumantes que morrem por inalar fumaça emitida por fumantes”, destacou a OMS, ao citar que cerca de 80% dos mais de 1 bilhão de fumantes em todo mundo vivem em países de baixa e média rendas.

Brasil

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no País são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

No ano passado, um estudo financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation e pela Bloomberg Philanthropies apontou o Brasil como “uma história de sucesso digna de nota” por causa da redução significativa de fumantes entre 1990 e 2015. Combinando uma alta de impostos e campanhas de conscientização, o País conseguiu fazer cair pela metade a proporção de fumantes em 25 anos.

Os países com menos fumantes

As nações do mundo que detêm esse título são Gana (4%), Etiópia (4,5%), Nigéria (5,7%), Eritreia (5,8%) e Panamá (6,2%). Cerca de 14% dos africanos fumam tabaco, segundo a OMS, abaixo da média global de 22%. Os homens representam de 70% a 85% dos fumantes no continente.

A baixa prevalência desse hábito entre as mulheres é atribuída aos baixos índices de independência econômica feminina nesta região do planeta – e também ao fato de o hábito ser visto como inadequado para mulheres em vários países. Gana, Etiópia e Nigéria passaram a fazer parte da convenção da OMS para controle de tabaco e introduziram políticas rígidas para proteger seus cidadãos dos efeitos adversos do fumo.

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