Últimas Notícias > Colunistas > Dinheiro voltando

Após citar como golpe o impeachment de Dilma em material didático, rede de ensino pede desculpas

Em nota, instituição citou o que chamou de “mau emprego” da palavra “golpe” e pediu “desculpas por qualquer desconforto que tenha sido gerado no ambiente escolar”. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Um trecho do material didático de Geografia do 7º ano da escola Eleva, que se referia ao impeachment de Dilma Rousseff como “golpe”, foi corrigido após reclamação de pais de alunos de 11 e 12 anos da unidade do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Em nota, a Equipe da Plataforma de Ensino Eleva citou o que chamou de “mau emprego” da palavra “golpe”, pediu “desculpas por qualquer desconforto que tenha sido gerado no ambiente escolar” e informou aos pais que “uma errata foi produzida”.

Na versão original, o item referente ao governo Dilma, no módulo “Industrialização brasileira: do Governo Militar aos dias atuais”, terminava com a seguinte narrativa: “Após a consagração de políticas sociais que reduziram a desigualdade, novas cobranças começaram a surgir e a oposição civil-política se mobilizou contra o governo consagrando o golpe que tirou Dilma Rousseff do poder em 2016 e colocou o vice-presidente Michel Temer na cadeira presidencial.”

Na versão corrigida, a equipe da Eleva não chegou a usar o termo “impeachment”. Ela recorreu à palavra “destituição”: “Com isso, houve a destituição de Dilma Rousseff do poder em 2016. Neste ano, o vice-presidente Michel Temer assumiu a cadeira presidencial em seu lugar.”

Escola de classe média alta, a Eleva tem como principal acionista individual o empresário Jorge Paulo Lemann, que, após 6 anos figurando como o homem mais rico do Brasil no ranking da Forbes, foi ultrapassado em 2019 pelo dono do Banco Safra, Joseph Safra. A unidade de Botafogo é a matriz da rede de ensino.

Documentário 

“O que fazer quando cai a máscara de civilidade e o que aparece é uma imagem assombrosa de nós mesmos?” A pergunta sai pela voz em off da cineasta Petra Costa em “Democracia em Vertigem”, documentário que estreou na quarta-feira (19) na Netflix. “Onde reuniremos força para caminhar através das ruínas e começar de novo?”

Diretora mineira com filmes premiados no currículo, como “Elena” (2012), Petra lança um documentário que reforça a corrente de produções dedicadas à sucessão de terremotos da política brasileira nos últimos anos. Foram exibidos recentemente filmes como “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, e “Excelentíssimos”, de Douglas Duarte.

Surgem em “Democracia em Vertigem” imagens de impacto dos protestos de junho de 2013; do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016; da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2018; e da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa para o Palácio do Planalto, também em 2018.

 

Deixe seu comentário: