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Bolsonaro disse que as portas continuam abertas para o senador Magno Malta no futuro governo, mas sem ministério para ele: “O perfil não se enquadrou”, disse o presidente eleito

Presidente eleito falou em "dívida de gratidão" com o aliado (foto). (Foto: Agência Senado)

Nessa quinta-feira, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse que tem “uma dívida de gratidão” com o senador Magno Malta (PR-ES), que no início da campanha eleitoral deste ano foi convidado a ser o vice em sua chapa. Questionado por jornalistas se o parlamentar ocuparia algum ministério, ele disse que o senador poderá participar do futuro governo, mas de outra forma.

“Essa questão de um possível ministério não achamos adequado no momento”, avaliou o presidente eleito. “No entanto, nunca foram fechadas as portas para ele. O Magno Malta poderá servir à pátria estando ao meu lado ou então em outra função. Se eu fosse ofertar um ministério para todo mundo que me apoiou ou auxiliou durante a campanha, aí ficaria complicado.”

Na sequência, o presidente eleito ressaltou que ter “uma dívida de gratidão” com Magno Malta. “Ele me ajudou muito durante a campanha, mas não houve um comprometimento nesse sentido [de nomeá-lo para alguma pasta de primeiro escalão de governo]”, justificou. Bolsonaro reiterou ter oferecido o cargo de vice-presidente para o senador, que optou por disputar a reeleição no Senado – projeto no qual ele não obteve êxito.

“Tínhamos um desenho dos ministérios na cabeça e, infelizmente, o senador Magno Malta não coube [no desenho da futura esplanada], o perfil dele não se enquadrou nessa questão”, disse Bolsonaro. “Mas ele pode participar do governo de outra forma”, repetiu.

Futuro político

Preterido no futuro primeiro escalão do governo federal que assumirá no dia 1º de janeiro, Magno Malta disse que vai se dedicar à carreira de cantor gospel e dar palestras pelo Brasil, já que estará sem mandato.

“Eu tenho uma história de luta contra abuso de criança, pedofilia… enfim, a minha marca está aí, então vou continuar fazendo palestra e cantando”, declarou a um jornalista. “Tenho 41 anos de carreira musicla e 28 CDs gravados, sempre vivi da minha música. Eu vou viajar o País inteiro.”

Um dos maiores cabos eleitorais do presidente eleito, Malta garante que Jair Bolsonaro continua sendo seu amigo e que não tem obrigação de lhe dar cargo ou emprego: “Expectativa de ser ministro é uma coisa, mas o Brasil tem 208 milhões de habitantes. Posso entender o fardo que ele está vivendo agora, sentado ali, enfrentando a velha política, tentando estabelecer um novo modelo, com críticas aqui e ali”.

Cota parlamentar

Segundo a revista “Veja”, o senador Magno Malta utilizou dinheiro de sua cota parlamentar para acompanhar o aliado e então candidato à Presidência da República pelo PSL em compromissos de campanha.

Depois, o parlamentar do PR do Espírito Santo pediu ao Legislativo o reembolso de R$ 1.723,22 reais gastos com passagens aéreas de ida e volta entre Vitória (ES) e Rio de Janeiro nos dias 28 e 29 de agosto.

Na ocasião, o senador acompanhou Jair Bolsonaro em uma entrevista ao programa “Jornal Nacional” e até publicou um vídeo em suas redes sociais, mencionando: “Tô aqui, dentro da Globo!”.

 

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