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Brasil Com temor de recessão global, exportação de ouro bate recorde no País graças às compras pelos bancos centrais

O preço da onça do ouro superou, pela primeira vez em mais de seis anos, o valor de US$ 1,5 mil. (Foto: Reprodução)

Guerra comercial, mercados financeiros em queda e, em última análise, medo de uma recessão. Essa combinação de fatores tem levado investidores ao redor do mundo a tirar seu dinheiro das ações cotadas nas bolsas e a colocá-lo no ouro.

O raciocínio por trás disso seria de que as empresas com ações nas bolsas não vão dar o lucro esperado e o temor de uma mudança no panorama econômico global. Assim, esses investidores preferem limitar seus riscos buscando ativos que consideram mais seguros, como o próprio ouro e o dólar, o franco suíço, o iene, os títulos de dívida emitidos por países como Alemanha e EUA.

Outros fatores, como as tensões geopolíticas e as baixas no mercado de títulos de dívidas, reforçaram essa incerteza. Diante disso, o preço da onça do ouro superou, pela primeira vez em mais de seis anos, o valor de US$ 1,5 mil, maior nível desde março de 2013.

Apenas nos últimos três meses e meio, seu valor passou de US$ 1.270 a US$ 1.516, cotação da última sexta-feira (16). É uma alta de quase 20%. “O mercado está se preparando para uma mudança de ciclo e isso tem feito (o preço do) ouro disparar”, diz Javier Molina, porta-voz da plataforma de negociação de moedas eToro. Como acontece em todas as crises, o precioso metal segue sendo uma das pistas a serem analisadas com cuidado quando o cenário econômico global se deteriora – que parece ser o caso agora.

De que os mercados têm medo?  

O principal temor é a desaceleração do crescimento. A escala mundial da economia pode ter já entrado em uma fase de recessão. O primeiro sinal disso vem de um indicador-chave: a curva de rentabilidade.

Pela primeira vez desde 2007, um ano antes da grande crise financeira mundial, essa curva mudou. Isso significa que, para os governos de EUA e Reino Unido, sai mais barato emitir dívida para daqui a dez anos do que para dois anos (embora o risco seja maior quanto mais tempo durar o empréstimo).

Esse fenômeno é incomum e costuma prenunciar uma recessão ou, ao menos, uma significativa desaceleração do crescimento econômico em escala global.

Alemanha e China

A essa conjuntura se somam os dados recém-divulgados da economia alemã: o PIB do país no segundo trimestre caiu 0,1%, puxada para baixo pela queda nas exportações e na produção industrial – seus dois grandes pilares -, em meio à guerra comercial entre EUA e China e ao caótico processo do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia, cujos termos ainda não estão definidos).

Ao mesmo tempo, a China publicou seus dados de vendas ao varejo e de produção industrial – o que, segundo analistas, evidenciou a debilidade de sua demanda interna e freio no consumo.

As expectativas de que a economia mundial siga claudicante vão puxar para baixo as taxas de juros de muitos países, como forma de os bancos centrais estimularem o crescimento internamente. Mas, desta vez, não está claro que os bancos centrais vão contar em seu arsenal com políticas eficazes para levar a cabo essa tarefa, algo que também colabora para gerar ainda mais incerteza.

“Todos os olhos estão sobre o Fed (banco central americano). Qualquer corte adicional (na taxa de juros) em uma conjuntura de incerteza geopolítica pode fazer subir ainda mais o preço do ouro”, opinam especialistas da M&G Investments. As informações são do portal UOL.

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