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Crescimento dos números

Deputado Rodrigo Lorenzoni reafirmou posições do partido. Foto Michael Paz/Divulgação
O deputado estadual Rodrigo Lorenzoni lembrou que o presidente Lula tentou aprovar uma ampla reforma da Previdência Social. (Foto: Divulgação/ALRS)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão do Ministério do Planejamento, tem toda a credibilidade. Disso ninguém duvida. Levantamento do IPEA, divulgado ontem, mostra que asdespesas com inativos no país tiveram trajetória ascendente, alcançando taxa média de crescimento de 7,6 por cento no ano passado, 10 vezes mais que os gastos com ativos, que fecharam 2018 em 0,7 por cento. É onde se enquadra o governo do Rio Grande do Sul, um dos mais insolventes do País.

Na análise do quantitativo de servidores públicos em 2018, dois estados apresentam número de inativos maior que o de ativos: Minas Gerais com 283 mil e 614 inativos ao lado de 245 mil e 319 ativos. O Rio Grande do Sul tem 167 mil e 532 inativos enquanto que os ativos são 107 mil e 906.

Para prevenir

Sindicatos de servidores públicos aposentados e pensionistas têm mantido troca diária de informações, buscando uma estratégia que levarão à Presidência da República e ao Congresso Nacional. Tratam da inexistência e necessária criação de um fundo de reserva. Querem evitar que, em breve, sejam atingidos pelo não pagamento em consequência da profunda crise financeira dos Estados.

Comparações

Na sessão plenária de ontem, o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni atacou os oposicionistas que criticam mudanças na Previdência, “mas esquecem que Lula, em seu primeiro governo, também fez uma reforma fraca e insuficiente, mas que contou com votos do PSDB e PFL.” Foi adiante: “Nos reprovam, pois buscamos relação com países pujantes, mas esquecem que os governos do PT se aproximaram de Moçambique, Venezuela e Cuba, que deixaram dívida de 3 bilhões e 100 milhões de reais no BNDES, que será paga por nós.”

Lula convicto

A 17 de abril de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu os governadores em Brasília para anunciar que estava determinado a aprovar a reforma da Previdência. Na entrevista ao final disse: “Quero reduzir o déficit e acabar com a injustiça que é a transferência de renda de todos os brasileiros para sustentar aposentadorias integrais de funcionários públicos. Estou disposto a enfrentar os setores corporativos contrários à  reforma e preciso da solidariedade dos governadores.”

Passados 16 anos, nada mudou.

Sem apoio   

A manobra protelatória da deputada Juliana Brizola foi derrotada por 34 votos a 13. A líder da bancada do PDT queria que fosse apreciado pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente o projeto de emenda que retira da Constituição do Estado a obrigatoriedade de realização de plebiscito para a venda de estatais do setor energético. As Comissões de Constituição e Justiça e de Serviços Públicos já tinham aprovado o texto.

Com intenso debates, a emenda será votada na sessão plenária da próxima terça-feira.

Precisa se atualizar

A censura do Supremo Tribunal Federal à notícia que envolve seu presidente, ministro Dias Toffoli, desconhece a existência das redes sociais e seus milhares de links. Retirar a reportagem de uma ou duas revistas não tem mais efeito.

Prêmio aos infratores

Com duas medidas, o governo federal entra na contramão, aumentando os riscos no trânsito de ruas, avenidas e estradas. A primeira é o cancelamento da instalação de 8 mil radares em rodovias federais. O argumento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes não influiu: os números atestam o papel dos radares na redução de 25 por cento das mortes nas rodovias.

Outra medida refere-se ao aumento no número de pontos, de 20 para 40, como limite e suspensão da carteira de habilitação. Significa que os motoristas, contumazes em ultrapassar o limite de velocidade, estacionar em lugar proibido e avançar o sinal, ganharão um incentivo.

Irá de novo

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, anuncia que irá à reeleição, contrariando decisão do seu antecessor. Eduardo Leite deixou o cargo no final do primeiro mandato para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. No meio do caminho, preferiu concorrer ao governo do Estado.

Desafio

Quem terá a coragem, entre os que exercem o poder, de propor o Dia Nacional sem Mordomias? Os beneficiados sobreviveriam à privação durante 24 horas?

Os que pagam impostos aproveitariam para conhecer o custo dos privilégios.

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