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Depoimentos de policiais sobre morte da menina Ágatha destoam da versão de familiares e testemunhas

Ágatha foi morta na sexta-feira (20), quando foi atingida por uma bala, no momento que estava com sua mãe em uma Kombi. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Os policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, prestaram depoimento na Divisão de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (23). Antes das 16h, seis agentes já estavam na Delegacia de Polícia. Eles chegaram em dois grupos. Depois de um tempo, uma viatura foi até o local para levar fuzis usados pelos policiais para passar por perícia.

A morte de Ágatha ocorreu na sexta-feira (20), quando a criança foi baleada nas costas, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro. No momento, ela estava em uma kombi com sua mãe. De acordo com os moradores do local, os PMs miraram em uma moto que passava pelo local, mas o tiro acabou atingindo Ágatha. A menina foi encaminhada para a UPA do Alemão e, depois, transferida para o Hospital Getúlio Vargas, mas acabou não resistindo aos ferimentos.

As armas dos PMs foram recolhidas pela DH para analisar se o tiro saiu de uma delas. O veículo onde a menina estava já passou por perícia. A Polícia Civil vai fazer uma reconstituição da cena, mas ainda não há data marcada.

Versão da família e moradores do local disseram que:

  • PMs atiraram em uma moto que passava no momento e que a bala atingiu a criança;
  • Segundo testemunhas, não havia confronto;
  • O condutor da Kombi, também relatou que não havia tiroteio.

Versão dos PMs sobre o que aconteceu:

  • Conforme a PM houve confronto, no qual relataram que foram atacados;
  • De acordo com os policiais, não há nenhuma afirmação de participação efetiva do policial militar.

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