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Desembargador pede explicações de juiz para julgar a soltura do ex-presidente Michel Temer na quarta-feira

Na ocasião, o ex-presidente (foto) foi acusado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de comandar uma organização criminosa e de tentar obstruir as investigações da Operação Lava-Jato. (Foto: Beto Barata/PR)

O desembargador Antonio Ivan Athié, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), não concedeu habeas corpus ao ex-presidente Michel Temer após pedido da defesa. O magistrado optou por pedir mais explicações para o Marcelo Bretas, responsável pelo pedido de prisão do emedebista. O habeas corpus será analisado pelo plenário do TRF-2 na próxima quarta-feira (27).

Em seu despacho, o desembargador dá 24 horas para Bretas dar explicações para a decisão ou voltar atrás no pedido de prisão de Temer . “Oficie-se imediatamente ao juízo impetrado, solicitando informe em 24 horas se, à vista das alegações contidas na petição deste habeas corpus, mantem a decisão objurgada”, escreveu Athié.

O segundo pedido, que ainda não foi julgado, foi impetrado por um ex-aluno de Michel Temer, mas foi rejeitado pelo desembargador, que ressaltou que o ex-presidente não autorizou ningué, exceto seus representantes legais para exercer a defesa. Athié também optou também por não soltar o ex-ministro Moreira Franco e o coronel João Batista Lima, amigo de Temer.

A defesa de Michel Temer não perdeu tempo e entrou com o pedido de habeas corpus ainda na quinta-feira (21), poucas horas após a prisão do emedebista. A expectativa dentro do mundo jurídico era de que o ex-presidente seria liberado, uma vez que o pedido de prisão preventiva do ex-presidente é considerado “exagerado” pela maioria esmagadora dos juristas. Pesou também o perfil de Athié, que é considerado pelos colegas como menos punitivista.

O advogado criminalista Eduardo Pizarro Carnelós, um dos responsáveis pela defesa do ex-presidente não poupou críticas à investigação que culminou na prisão do emedebista. De acordo com Carnelós, que se manifestou através de uma uma nota oficial, o encarceramento de Temer representava “um atentado ao Estado Democrático e de Direito”.

O criminalista ainda afirmou que não existem provas contra Temer , e acusa a investigação de “exibir o ex-presidente como troféu aos que, a pretexto de combater a corrupção”. Segundo o advogado, a delação não apresentar indícios de que o emedebista participou do esquema.

Quem também não poupou críticas à decisão foi o ex-ministro-chefe da Secretaria do Governo, Carlos Marun , que visitou o colega de partido na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro na noite desta quinta. “[Temer] É um homem que tem conhecimento jurídico, conhece o direito e sabe da absoluta improcedência, irrazoabilidade e ilegalidade da decisão judicial que determinou a prisão preventiva”.

Mais cedo, quando ficou sabendo da prisão, Marun já havia disparado contra a investigação. “É uma prisão desnecessária, ilegal e inexplicável. Afirmo sem medo de errar que isto foi um exibicionismo do Judiciário”, disse. Outros nomes importantes da política também já haviam criticado a prisão de Temer. O perfil oficial do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva nas redes sociais definiu o acontecido como um “espetáculo”. Quem usou o mesmo termo foi o senador tucano Tasso Jereissati.

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