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Discursos de uma nota só

A prefeitura de Porto Alegre enfrentará 2019 com as despesas acima da arrecadação, provocando grandes dificuldades. (Foto: Reprodução)

Do total de 20 minutos do programa de propaganda, reiniciado ontem nas emissoras de rádio, 14 tiveram Jair Bolsonaro como foco.

Os primeiros cinco minutos foram do vencedor do 1º turno na eleição presidencial. O PSL fez ataque frontal à união de partidos latino-americanos que defendem o socialismo. É um fato novo na campanha.

O PSDB, desde 2002, nunca usou o argumento.

A propaganda ainda trouxe o aspecto pessoal do candidato, enfatizando o carinho com os filhos. É uma forma de tentar desmanchar a imagem de truculência que o PT busca passar.

Contra-ataque

Os cincos minutos seguintes foram do PT. Começou enfatizando que “a democracia está em risco”. Referiu-se ao que considera ser “uma onda de intolerância” vivida no país. A mesma linha adotada na campanha do 1º turno, que não teve muito efeito.

O perfil de Fernando Haddad ressaltou a mulher, os filhos, a experiência pessoal e profissional, para fixar diferenças com o adversário.

Apoio e explicação

Depois, vieram os espaços para os candidatos ao Governo do Estado.

Eduardo Leite discorreu sobre sua posição no 2º turno da eleição presidencial para, ao final, abrir o voto em favor de Bolsonaro. Essa gravação já estava circulando desde quinta-feira nas redes sociais. Eduardo se referiu a muitos que não estão confortáveis com a defesa que fazem de Bolsonaro. O tucano se enquadra entre eles. Afirmou, porém, que não vê outra saída para evitar a volta do PT.

O espaço se resumiu ao monólogo de Eduardo Leite.

Para derrubar clichês

Concluindo, o PMDB buscou combater um dos trunfos de Eduardo Leite, que é a renovação. Pregou que “não há diferença entre nova e velha política. Existe a boa política”. A partir daí, o apoio a Bolsonaro entrou na pauta. O programa deu pequeno espaço a Marcel Van Hattem, do Partido Novo, o candidato mais votado à Câmara dos Deputados. Ele não só declarou apoio a Sartori, como criticou o PSDB, dizendo que faltou coerência no debate sobre a possibilidade de privatização de estatais gaúchas.

Pelo que se ouviu, a temperatura vai subir muito. Tomara que, em algum momento, falem sobre planos de governo.

Entrevistadora

Na TV, o único a alterar o conteúdo do programa foi Eduardo Leite, que respondeu a perguntas de menina de nove anos. Uma forma de sensibilizar os pais no Dia da Criança. Nada mais.

Fria

A campanha de rua, no Estado, ainda não saiu da geladeira. Falta oito dias para as eleições.

Diferença

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central ocorrerá nos dias 30 e 31 deste mês, quando já se conhecerá o novo presidente da República. Há expectativa de que possa haver recuo nos atuais 6,5 por cento.

Sobre o assunto: a taxa anual de juros na Argentina não ficará abaixo de 72 por cento este ano.

Afoito do ano

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo está sempre um busca de uma vitrine, disposto a ouvir aplausos ou vaias. João Doria foi ao Rio de Janeiro para conversar com Bolsonaro que recusou o encontro. Não vai se comprometer nas eleições estaduais e usa estratégia correta.

Vai faltar dinheiro

O salão nobre da Câmara Municipal de Porto Alegre vai se transformar, às 11h de segunda-feira, num muro de lamentações. O prefeito em exercício, Gustavo Paim, entregará o Orçamento de 2019 com déficit ultrapassando 1 bilhão de reais.

Será um ano de muitos apertos, obrigando a gestão a fazer novos furos no cinto.

Há 95 anos

A 13 de outubro de 1923, o presidente da República, Arthur Bernardes, nomeou o ministro da Guerra, general Setembrino de Carvalho, para mediar acordo de paz entre chimangos e maragatos no Rio Grande do Sul. Depois de contatos com os chefes revolucionários, seguiu ao município de Pinheiro Machado para tratar da redação do Tratado de Pedras Altas.

Na mesma trincheira

De comum entre as candidaturas de Bolsonaro e Haddad: a tática do medo.

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