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Brasil A embaixada da Venezuela foi invadida em Brasília. Após 12 horas de ocupação, os manifestantes deixaram o local

A polícia foi acionada para reforçar a segurança e evitar confrontos no local. (Foto: Reprodução de TV)

Apoiadores do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, ocuparam a embaixada da Venezuela em Brasília na madrugada desta quarta-feira (13).

Enquanto a embaixadora designada por Guaidó, María Teresa Belandria, diz que a sede diplomática “abriu as portas voluntariamente”, manifestantes pró-Nicolás Maduro falam em invasão, afirmando que as pessoas pularam o muro e ocuparam as instalações.

A Polícia Militar foi acionada para reforçar a segurança e evitar confrontos no local. A corporação informou que cerca de 20 pessoas entraram no local. Do lado de fora, outros manifestantes demonstram apoio a Maduro e ao corpo diplomático indicado por ele.

Um grupo de deputados, liderados pelo petista Paulo Pimenta (PT-RS), foi à embaixada para tentar expulsar os ocupantes. Pimenta afirmou que uma “milícia foi contratada para realizar a invasão”, que classifica como “uma violação do território venezuelano”.

“No dia do encontro da Cúpula dos Brics, com presença da China e da Rússia, grupelhos fascistas invadem a embaixada da Venezuela, em Brasília. O ato criminoso pode desencadear uma crise diplomática sem precedentes”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF).

O governo brasileiro reconhece Guaidó como presidente da Venezuela e Belandria como embaixadora do país no Brasil. O incidente ocorre no momento em que Brasília é sede da cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Descocupação

Apoiadores do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, deixaram o prédio da embaixada do país, em Brasília, após uma ocupação que durou mais de 12 horas. O grupo, formado por 14 pessoas, estava no local desde as 5h desta quarta.

Pela manhã, manifestantes que apoiam o presidente Nicolás Maduro fizeram protestos em frente ao prédio e denunciaram que o local foi invadido. Os seguidores de Guaidó afirmam que as portas foram abertas para que eles assumissem a Embaixada.

A saída dos apoiadores de Guaidó foi acompanhada pela Polícia Militar do Distrito Federal e coordenada pela Polícia Federal e pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores). As negociações para que o grupo deixasse o local foram feitas pelo coordenador-geral de Privilégios e Imunidades do MRE, Maurício Correia, e pelo ministro-conselheiro da embaixada da Venezuela no Brasil, Tomás Silva, reconhecido pelo governo brasileiro e por Juan Guaidó.

De acordo com o encarregado de negócios da Embaixada Freddy Meregote, que é ligado ao presidente Maduro, “parte da negociação foi que os invasores não seriam detidos”. Segundo Meregote, eles foram apenas identificados e liberados.

Vestidos com camisas brancas, o grupo formado por homens e mulheres deixou primeiro o prédio e se posicionou no jardim da Embaixada. Em seguida, saiu do local por um portão lateral e entrou em um ônibus.

A imprensa não teve acesso ao grupo e também não houve informações sobre para onde eles foram.

Mais cedo, o regime de Nicolás Maduro classificou a ocupação da embaixada como um “ataque cometido por grupos violentos” e criticou o que classificou de “atitude passiva das autoridades policiais brasileiras, em desatenção de suas obrigações de proteção das sedes diplomáticas e seu pessoal”.

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