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“Eu não quero guerra com ninguém”, diz Donald Trump após ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita

Trump ainda acusou adversários de tentarem "tomar o poder do povo". (Foto: Reprodução/The White House)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que parecia que o Irã estava por trás dos ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita no final de semana que aumentaram as preocupações com a possibilidade de um conflito no Oriente Médio, mas acrescentou que não queria guerra com ninguém. As informações são da agência de notícias Reuters.

O Irã nega a autoria dos ataques que destruíram parte da maior usina de processamento de petróleo bruto na Arábia Saudita e alavancaram a maior alta da commodity nas últimas décadas.

Diversas autoridades do gabinete presidencial dos Estados Unidos, incluindo o Secretário de Estado, Mike Pompeo, e o Secretário de Energia, Rick Perry, acusaram o Irã pelos ataques, que levaram a uma redução de 5% na produção mundial de petróleo.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse que a agressão foi conduzida pelo “povo iemenita” em retaliação a ataques da coalizão liderada pelos sauditas na guerra do Iêmen, que já dura quatro anos.

Perguntado por um jornalista na Casa Branca se o Irã estava por trás dos ataques, Trump disse: “Certamente parece que sim nesse momento, e avisaremos. Assim que descobrirmos com certeza, avisaremos, mas parece que sim.”

O líder norte-americano disse que não queria agir de maneira precipitada.

Temos muitas opções, mas não estou considerando opções no momento, queremos descobrir de maneira definitiva quem fez isso. Estamos lidando com a Arábia Saudita. Estamos tratando com o príncipe herdeiro e alguns de seus vizinhos. E estamos conversando sobre isso juntos. Vamos ver o que acontece”, disse.

Eu sou alguém que gostaria que não houvesse guerra”, disse Trump. “Não, eu não quero guerra com ninguém, mas estamos preparados mais do que qualquer um.”

Especialistas internacionais

Arábia Saudita vai convidar especialistas internacionais, incluindo autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU), para que participem das investigações do ataque a suas instalações petrolíferas, além de pedir para que o mundo condene quem está por trás disso, disse o Ministério das Relações Exteriores saudita nesta segunda-feira.

Investigações preliminares mostraram que armas iranianas foram utilizadas no ataque, que afetou mais de metade da produção de petróleo da Arábia Saudita e danificou a maior planta de processamento de petróleo do mundo, disse o ministério em comunicado.

O reino é capaz de defender seu território e seu povo e de responder fortemente a esses ataques”, acrescentou.

A pasta afirmou ainda que o ataque, acima de tudo, teve como alvo a oferta global de petróleo, classificando-o como uma continuação de atos hostis anteriores contra estações de bombeamento do país, ocorridos em maio.