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Médicos cortam a dieta via oral de Bolsonaro

Bolsonaro publicou uma foto com a sonda da alimentação endovenosa nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Twitter)

Após três dias de melhora contínua no estado de saúde, o presidente Jair Bolsonaro apresentou, durante a madrugada desta quarta-feira (11), um quadro de lentificação intestinal e distensão abdominal, o que levou os médicos a decidirem pela suspensão da alimentação oral e pela introdução da nutrição endovenosa no tratamento, segundo boletim médico.

Em razão dos problemas intestinais, os médicos decidiram submeter o presidente à passagem de uma sonda nasogástrica (tubo que vai do seu nariz até o estômago para nutrição ou drenagem). Seus exames, contudo, continuam estáveis. Segundo o boletim, o presidente permanece sem dor, afebril e sem disfunções orgânicas.

A introdução da nutrição endovenosa é uma diferença em relação à evolução do presidente nos últimos dias. Até terça-feira (10), o presidente estava se alimentando com uma dieta líquida, à base de água, chá, gelatina e caldo ralo. A expectativa era de que nos próximos dias o presidente começasse a comer alimentos pastosos.

De acordo com o boletim médico, a reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente e “ocorrerá no momento oportuno”. O presidente entregou o cargo interinamente até esta quinta-feira (12) ao vice-presidente da República, o general gaúcho Hamilton Mourão.

Na terça-feira, o porta-voz da Presidência afirmou que Bolsonaro deveria voltar a exercer o cargo a partir de quinta-feira mesmo hospitalizado. Com a mudança no quadro clínico do presidente, no entanto, não há confirmação de que isso ocorrerá de fato, uma vez que, por ordens médicas, Bolsonaro segue com visitas restritas.

A distensão abdominal é uma reação do intestino causada pela ingestão de ar. Tanto o estômago quanto o intestino do presidente incharam, dificultando a possibilidade de evacuação. Para tratar isso, os médicos usaram a sonda, que retira o ar ingerido pelo presidente.

Segundo os médicos que acompanham Bolsonaro, o quadro é considerado comum e não representa uma piora no estado clínico do chefe do Executivo federal. Ele apresentou quadro semelhante em duas das outras três cirurgias às quais foi submetido, em setembro do ano passado e em janeiro deste ano.

Conforme gastroenterologistas, o quadro de Bolsonaro é comum em pacientes da sua idade e que passam por cirurgias como as que o presidente foi submetido desde que sofreu uma facada em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), há um ano. A condição, cujo nome técnico é ílio paralítico, ocorre porque o intestino reage naturalmente a qualquer manuseio.

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