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Morre a mulher iraniana que incendiou o próprio corpo após ser processada por tentar entrar em um estádio de futebol

Foto divulgada por ONGs da iraniana identificada apenas como Sahar que ateou fogo no próprio corpo. (Foto: Reprodução)

Morreu nesta terça-feira (10) a iraniana que, segundo organizações de direitos humanos, ateou fogo ao próprio corpo na frente de um tribunal de Teerã após ser processada por frequentar um estádio de futebol .

Identificada como Sahar Khodayari, a mulher de 29 anos foi presa em março após se vestir de homem para tentar entrar em um estádio e assistir a um jogo do seu time favorito, o Esteqlal, em Teerã. Na ocasião, ela ficou três dias detida e foi liberada sob fiança.

Segundo a BBC, uma audiência teria sido marcada para o início de setembro, mas quando a mulher chegou ao tribunal, soube que a sessão havia sido adiada. Ela, contudo, supostamente entreouviu que poderia ficar entre seis meses e dois anos na prisão caso fosse condenada. Em seguida, saiu do prédio e ateou fogo em si mesma, tendo mais de 90% de seu corpo queimado.

“Depois de ser levada para a prisão de [Gharchak] em Varamin [cidade], minha irmã sofreu muitos problemas mentais e ficou aterrorizada”, teria dito sua irmã à agência estatal Rokna, que não publicou a identidade da mulher, na segunda-feira.

A mulher, que supostamente sofria de transtorno bipolar, foi levada para o Hospital Motahhari, em Teerã, onde passou alguns dias no centro de tratamento intensivo, mas não resistiu às queimaduras. Nesta terça, segundo a agência de notícias estatal Irna, a vice-presidente iraniana para as Mulheres e Assuntos Familiares, Masumeh Ebtekar, fez um pedido para que a Justiça do país investigue a morte.

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