Últimas Notícias > Capa – Destaques > Morre, aos 54 anos, o técnico Beto Campos, que foi campeão gaúcho pelo Novo Hamburgo em 2017

O desenho “Peppa Pig” foi censurado num site chinês

A febre cresceu no final de 2017 entre um público de jovens adultos, com a multiplicação de selfies de internautas – incluindo algumas estrelas – com adesivos da Peppa Pig. (Foto: Reprodução)

Uma plataforma chinesa de internet censurou o desenho animado britânico “Peppa Pig”, enquanto vários meios de comunicação estatais criticaram o “vício” do público infantil e a transformação da personagem num ícone “subversivo” da juventude ociosa.

Pelo menos 30.000 episódios de “Peppa Pig”, cuja heroína é uma porquinha rosa travessa, foram retirados da popular plataforma de vídeo Douyin, e a hastag #PeppaPig foi proibida, informou na segunda-feira o jornal oficial Global Times.

De acordo com um documento citado pelo jornal, o desenho da BBC faz parte de uma lista de conteúdos censurados pela Douyin. “Peppa Pig”, que chegou à China nos anos 2000, tornou-se tremendamente popular graças aos capítulos dublados em mandarim.

A febre cresceu no final de 2017 entre um público de jovens adultos, com a multiplicação de selfies de internautas – incluindo algumas estrelas – com adesivos da Peppa Pig. Objetos derivados da série, como xícaras, relógios ou roupas, também fizeram sucesso.

O Diário do Povo, porta-voz do Partido Comunista no poder, denunciou na semana passado os efeitos perversos de uma “comercialização” de Peppa Pig, que as estrelas da rede mostram até a saciedade.

Censura

Ninguém sabe exatamente como vai se desenvolver a “nova era” que o presidente Xi Jinping prometeu para a China. Mas algo se pode afirmar com segurança: na Internet, corre o risco de ser muito mais uniforme e entediante. Desde que Xi foi confirmado como líder do país por pelo menos mais cinco anos, os censores empreenderam uma intensa campanha de limpeza que, desde a semana passada, chegou ao frenesi. De brincadeiras a notícias curiosas, da informação sobre feminismo ao conteúdo gay: todas as postagens receberam avisos da censura. Mas o público não ficou de braços cruzados e, com seus protestos, conseguiu levantar algumas proibições.

É o caso da informação de conteúdo homossexual. O Weibo, espécie de Twitter chinês, anunciou uma campanha de três meses para “limpar” suas páginas de conteúdo pornográfico, violento e gay a fim de criar “um ambiente harmonioso”. O Sina Weibo, empresa responsável pela plataforma, alegava que uma diretriz oficial considerava “anormais” a pornografia, o sexo violento e as relações homossexuais.

A hashtag traduzível como #eusougay teve cerca de 300 milhões de registros, antes de ser bloqueada. Alguns usuários dirigiram cartas abertas aos diretores do Sina, enquanto outros encorajavam o público a se desfazer de suas ações da empresa. Até o Diário do Povo, o jornal do Partido Comunista, mostrou-se contemporizador em um editorial e pediu tolerância em relação aos homossexuais.

Deixe seu comentário: