Últimas Notícias > Notas Brasil > Bolsonaro resiste a incluir SP em programa de escola militar

Ministro da Educação diz que é contra cobrar mensalidade nas universidades federais

"Sou contra a cobrança da graduação nas universidades federais", declarou o ministro da Educação na Câmara dos Deputados. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta quarta-feira (15) ser contra a proposta de cobrar mensalidade nas universidades públicas. Weintraub participou de uma sessão no plenário da Câmara dos Deputados. Ele foi convocado pelos parlamentares para prestar esclarecimentos sobre os bloqueios de verbas na área da educação.

“Sou contra a cobrança da graduação nas universidades federais”, afirmou. “Eu sou contra o aluno pagar graduação porque sei que a maioria é pobre e não consegue entrar”, disse em resposta a um questionamento do deputado federal Emanuel Pinheiro (PTB-MT).

“Eu não quero mexer nisso, não está nas nossas propostas, porque a gente quer arejar”, afirmou. Em seguida, sugeriu a possibilidade de as universidades serem patrocinadas por organizações, que passariam a ser vistas como “patronas” dessas instituições. “A universidade [pode] ter um patrono, como lá fora. Por que uma organização como a Rede Globo não pode ser patrono da UFF ou da UFRJ? Coloca lá, ‘Campus Roberto Marinho’. É feio isso?”, declarou.

Weintraub também direcionou críticas ao PT e responsabilizou o partido pelo bloqueio de verbas na área da educação. Ao citar números da educação brasileira nos últimos anos, Weintraub falou em “involução”. “Nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual. O orçamento atual foi feito pelo governo eleito de Dilma Rousseff e do Sr. Michel Temer, que era vice. Nós não votamos neles”, disse. “Então, nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual. Nós não somos responsáveis absolutamente pelo desastre da educação básica brasileira.”

O ministro da Educação ainda defendeu que os recursos recuperados de desvios na Petrobras sejam destinados para a educação. Segundo ele, um acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União) e o Ministério Público está sendo costurado para que R$ 2,5 bilhões recuperados dos desvios na petroleira sejam destinados para a saúde e para a educação. “O dinheiro roubado está voltando, e ele pode servir de alívio”, disse.

Derrota ao governo

Em uma articulação rápida, deputados federais da oposição e do Centrão impuseram mais uma derrota ao governo de Jair Bolsonaro ao conseguirem aprovar a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para comparecer ao plenário da Câmara.

De autoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), a convocação foi aprovada na terça-feira (14) por 307 votos a favor e 82 votos contra. A aprovação foi comemorada pela maioria dos partidos, com exceção do PSL.