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O novo ministro do Trabalho afirmou que pode fazer uma limpa em seu ministério

O presidente Temer e o ministro do Trabalho, (D) Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, durante a posse. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em cerimônia no Palácio do Planalto na terça-feira (10), o presidente Michel Temer deu posse ao novo ministro do Trabalho, o advogado Caio Vieira de Mello. A pasta era comandada até a última quinta-feira pelo PTB — que compõe a base de sustentação do governo —, quando Helton Yomura pediu demissão do cargo, após ser afastado das funções que exercia pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Após tomar posse, o novo ministro admitiu que “se necessário” fará uma limpa nos cargos do Ministério do Trabalho, comandados pelo PTB.

Vieira de Mello defendeu que a pasta tenha uma equipe técnica, não política, e disse que o próprio Temer lhe pediu isso ao convidá-lo para o cargo. “Se necessário (a limpa), será feito”, afirmou o advogado, que acrescentou: “Eu não vim aqui politicamente, eu vim tecnicamente.”

Vieira de Mello disse que, caso uma indicação política seja um quadro com capacidade, pode ficar, mas que vai examinar os cargos e tomar as medidas necessárias: “Mineiro é sempre precavido, né, eu como bom mineiro vou examinar bem a situação e as medidas serão tomadas, pode ter certeza, e com transparência”.

Perguntado sobre o que achava de suceder no cargo um ministro enrolado na Justiça, e que foi afastado da pasta por decisão do STF, o novo ministro disse que não quer julgar ninguém: “Não sou eu que vou julgar ninguém, eu vou julgar meu tempo no ministério. Eu serei juiz de mim mesmo”.

Yomura foi um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio, que investiga fraudes na concessão de registros sindicais. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a assumir interinamente o comando do Trabalho até segunda-feira, quando o presidente anunciou o novo titular da pasta. Desembargador aposentado, Vieira de Mello foi escolhido por Temer por seu perfil técnico, na tentativa de afastar do comando da pasta nomes polêmicos e envolvidos em ilícitos. Para assumir a pasta, o novo ministro teve que se afastar do escritório de advocacia de Sergio Bermudes, um dos maiores do País, no qual atuava como consultor. Ele não pode acumular as duas funções.

Durante a cerimônia, Temer exaltou o currículo do novo ministro e sua experiência técnica na área. “O ministro é um nome de grande experiência e traz para a nossa equipe décadas de atuação na área jurídica, mas sobretudo na área trabalhista onde acumula um conhecimento valorosíssimo”, disse Temer em seu discurso.

Temer destacou a aprovação da reforma trabalhista como uma das principais realizações do seu governo, afirmando que Vieira de Mello deveria dar continuidade às transformações: “Ao modernizarmos a legislação trabalhista trouxemos nossa legislação para o século XXI, e isso preservando os direitos do trabalhador. Caberá ao nosso ministro levar adiante esta e outras transformações”, defendeu o presidente.

 

 

 

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