Sábado, 07 de Dezembro de 2019

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Armando Burd O poder central faz jogo indigno com Rio Grande do Sul

No Ministério da Fazenda, o governo do Rio Grande do Sul enfrenta as maiores barreiras. (Foto: Divulgação)

Sai presidente, entra presidente e o governo do Rio Grande do Sul segue sendo um joguete nas mãos de tecnocratas do Ministério da Fazenda. As regras vão mudando conforme a direção do vento.

A pretensão de renegociar a dívida com a União segue interminável e humilhante para um Estado rico.

Banco como moeda de troca

No governo Temer, uma senhora que detinha poderes em Brasília e sobre a qual não há mais notícias, de forma histriônica estabeleceu como pressuposto para renegociação da dívida a venda imediata do Banrisul. Depois, ficou claro o interesse que havia no meio da proposta.

Prazer de estrangular

A renegociação da dívida, nos termos atuais, não passa de um tubo de oxigênio para permitir que o Estado respire por tempo limitado. O preço será muito alto, ninguém nega. Mesmo assim, Brasília vai arrastando. Exige mais um documento aqui, outro ali. De forma esquisita, tortura o lado fraco que vê o ar se esgotar.

Dia de decisões

Antes da sessão plenária de amanhã, a mesa diretora da Assembleia Legislativa fará a reunião mais importante do ano. Líderes das 17 bancadas decidirão sobre datas para votação dos projetos da Previdência e do plano de carreira do magistério. São temas que o Executivo considera vitais para os próximos três anos de gestão.

Passo a passo

Em ligações telefônicas, ontem, deputados estaduais concluíram: 1º) o Legislativo deverá entrar mais firmemente na negociação com os professores em greve; 2º) se o governo incluir medidas que visem melhorar a qualidade do ensino, o clima para o entendimento será diferente; 3º) as questões vinculadas à Previdência não enfrentam muitas resistências.

Na balança

Sem partido, o presidente Jair Bolsonaro viu sete dos 11 vetos que apresentou serem derrubados semana passada no Congresso. O resultado conduz à dúvida sobre a verdadeira base que o Planalto tem atualmente.

Distantes

Em busca da democracia participativa, o artigo 62 da Constituição Federal estabeleceu:

“A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.”

Não funcionou como projetavam os idealizadores.

Antevisão

Este colunista, entre recortes de jornais, guarda artigo do cientista político e jornalista Luiz Felipe Chaves d’Ávila, publicado em 1992, com o título A tirania da mediocridade. Alguns trechos:

“Uma nação não pode sobreviver sem suas elites. (…) O termo elite tornou-se pejorativo, quase um palavrão. O triunfo da mediocridade é absoluto. (…) A mediocridade contaminou, abafou e castrou as elites pensantes deste país. Temos o dever de resgatar, antes que afundemos neste pântano de ignorância e sordidez”.

Previu o que viria depois.

Sem saída

Pais começam a reprogramar o período de verão, sabendo que seus filhos, estudantes de escolas públicas, entrarão janeiro com aulas. Mesmo os que se solidarizam com professores não esperavam pelo contratempo.

Há 85 anos

A 2 de dezembro de 1934, Getúlio Vargas se instalou na Fazenda Santos Reis, município de São Borja. Foi a primeira viagem ao Rio Grande do Sul desde que tinha assumido a Presidência da República em 1930. Durante 12 dias, um avião do Correio Aéreo trazia e levava documentos ao Rio de Janeiro, sede do governo. Vargas, de bombacha, chimarrão e charuto, ia despachando.

Muito além do limite   

Más gestões, de Norte a Sul do país, provocam aumento nos estoques de perplexidades.

 

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