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Pais batizam seu primeiro filho com o nome de River Plate

Criança recebeu o nome de Agustín Enzo River Plate Bejarano. (Foto: Reprodução)

Sábado, River Plate e Boca Juniors dão início a uma inédita final da Libertadores. E, entre os torcedores destes que são os maiores clubes da Argentina, há várias maneiras de expressar paixão pelo time do coração. Um casal de Pinamar, Nahuel e Ana Sofia, por exemplo, batizou o filho, que nasceu no último dia 16, de Agustín Enzo River Plate Bejarano. A informação é do diário local ‘Olé’.

“Tive a oportunidade de ter um filho, tenho a possibilidade de a mãe do meu filho ter esse apelido”, contou o pai, numa referência a “Plate”, o apelido de Ana Sofia.

Obviamente, os pais torcem para que o nascimento do filho traga sorte ao River.

Confusão no último confronto dos rivais na competição

Na última vez que Boca Juniors e River Plate se enfrentaram pela Copa Libertadores, a partida acabou antes do apito final e a resolução sobre o clássico virou caso de tribunal.

Em duelo pelas oitavas de final do torneio em 2015, o River venceu o jogo de ida por 1 a 0, no Monumental de Nuñez, e foi à Bombonera precisando apenas de um empate para garantir a classificação. As equipes foram para o intervalo com 0 a 0 no placar, e no retorno para o segundo tempo, começou a confusão.

Um torcedor do Boca encontrou uma brecha na grade da arquibancada e espirrou gás de pimenta na direção do túnel inflável que fazia o acesso do vestiário visitante ao campo.

Alguns jogadores do River Plate voltaram ao gramado enjoados e com os olhos vermelhos, irritados pela ação do gás. A partida ficou paralisada por mais de uma hora até que as autoridades decidiram suspender o clássico.

Em meio à confusão, um drone passeou pele espaço aéreo da Bombonera pendurando uma espécie de fantasma que carregava a letra B escrita em vermelho, provocação dos torcedores boquenses em alusão ao rebaixamento do rival para a segunda divisão em 2011.

A decisão sobre o que fazer com o jogo, então, foi para os tribunais.

Dois dias depois, a Conmebol informou que o Boca Juniors estava eliminado da Copa Libertadores por conta do incidente. Além da eliminação, precisou arcar com multa de US$ 200 mil (cerca de R$ 598 mil) e um jogo com portões fechados na Libertadores do ano seguinte.

O River se classificou para as quartas de final e, posteriormente, conquistaria o título, seu terceiro na história.

As torcidas se provocam até hoje pelo episódio do gás. A Borrachos del Tablón, principal organizada do River, diz que o Boca “usou o gás e abandonou a Copa”, além de ter “chorado por ver o torneio pela televisão”.

Já a La Doce, barra brava do Boca, retruca dizendo que quem abandonou foi o rival, que “ganhou a Copa no Paraguai”, em referência ao local da sede da Conmebol, onde foi decidida a suspensão do clube da Libertadores de 2015.

Final decidida fora de campo

Classificado dentro do campo, o River Plate só foi confirmado na final da Libertadores contra o rival Boca Juniors após a Conmebol rejeitar o pedido do Grêmio nos tribunais e manter o resultado do jogo de volta da semifinal, vencido pelos argentinos por 2 a 1. O técnico Marcello Gallardo foi punido nos próximos quatro jogos do River em competições da Conmebol: no primeiro não pode sequer ingressar no estádio e nos demais está suspenso, além de pagamento de multa no valor de US$ 50 mil (cerca de R$ 184 mil).

O time gaúcho fez uma reclamação formal à Conmebol para que fosse declarado o vencedor da partida por 3 a 0, o que lhe garantiria na decisão. A alegação foi o descumprimento da punição imposta ao técnico argentino no jogo da última terça-feira, na Arena. Suspenso, Gallardo assistiu ao jogo de uma cabine, mas desceu ao vestiário do River no intervalo da partida. Além disso, manteve comunicação direta com o banco de reservas no gramado.

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