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PDT sobe no muro

Parlamentares querem obrigar a aceitação de cheques em estabelecimentos comerciais, dando chance a estelionatários. (Foto: Reprodução)

Os líderes de PDT, PSB e PCdoB haviam anunciado a formação de um bloco de oposição ao presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, que poderia ser o maior da próxima legislatura, com 70 integrantes. O passo seguinte: apoiar uma candidatura contrária a Rodrigo Maia na eleição à presidência da Casa.

Ontem, os trabalhistas decidiram subir no muro. A tendência é de que apoiem a reeleição de Maia. Adotam a tese de que se torna conveniente votar no provável vencedor. Ou seja: querem vantagem garantida.

É preciso mudar o roteiro

A promessa do governo federal é fiscalizar como nunca o Programa de Dispêndios Globais de estatais federais. Historicamente, as metas não foram cumpridas por irresponsabilidade de dirigentes, falta de transparência e controle da sociedade. O equilíbrio financeiro da maioria das 149 estatais ocorre por meio de aumento de tarifas e suplementações do Tesouro Nacional. Na segunda circunstância, acabam faltando recursos para a Saúde, Educação e Segurança Pública. Os governantes fazem de conta que desconhecem a sangria.

Não sabem o que fazem

Por dever de ofício, este colunista acompanha todos os dias as notícias da Câmara dos Deputados. Muitas vezes, a conclusão é de que alguns parlamentares legislam não de Brasília, mas instalados em uma cratera da Lua.

Caloteiros festejaram

Uma prova de que deputados andam em outra órbita foi a apresentação e aprovação de projeto que obriga estabelecimentos comerciais a aceitarem cheques. Como se essa forma de pagamento não estivesse desmoralizada pelo número crescente de caloteiros e estelionatários.

Fauna riquíssima

O dicionário se tornou pródigo em identificar os mais variados tipos: cheque borracha (bate no banco e volta), peixe (o caixa olha o saldo e nada), Sibéria (é frio), bailarino (quem apresenta no caixa, dança) e caubói (recebe quem saca primeiro).

Número assustador

O levantamento sobre o número de cheques devolvidos no País, por falta de fundos e assinaturas falsificadas, no ano passado, não está concluído. Em 2017, foram 9 milhões e 880 mil. Em 2016, atingiu 13 milhões e 540 mil.

Planalto contra

Usando bom senso, o presidente Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que tornava obrigatória a aceitação de cheques.

Prejuízo brutal

A circunstância que se desenhava era esta: um comerciante compraria mercadorias, abasteceria as prateleiras, venderia aceitando cheques e não veria a cor do dinheiro.

Local de cobrança

A lei, sem pé nem cabeça, poderia valer caso incluísse um artigo: o comerciante que tivesse o cheque devolvido cobraria o valor na Câmara, descontando dos vencimentos de Suas Excelências, os deputados.

De prontidão

O governador Eduardo Leite, ontem, de jaleco da Defesa Civil, derramou simpatia e assumiu compromissos com as populações de Uruguaiana e Alegrete, em virtude das enxurradas e cheias dos últimos dias. Estava acompanhado pelos deputados Frederico Antunes e Luis Carlos Heinze. No Salão Nobre na Prefeitura de Uruguaiana, uma respeitável fila de aspirantes às possíveis vagas ainda existentes nos escalões inferiores.

Porta fechada

A 13 de janeiro de 2003, quando a gestão Lula iria completar duas semanas, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, diante de muitos pedidos, declarou: “Não há possibilidade de se abrir negociações de dívidas dos Estados. É preciso que isso seja compreendido. Não é desejável do ponto de vista das contas públicas.”

Novos governos

Com os palanques desfeitos, começa o confronto entre a expectativa e a realidade.

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