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Relação irreconhecível

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz e repete: “Não se sustenta um País que gasta mais do que produz.” (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O mais surpreendente no depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, em Curitiba: o menosprezo a Antonio Palocci, que começou a carreira política como prefeito de Ribeirão Preto e se tornou o todo-poderoso ministro da Fazenda no primeiro governo do PT. É possível que Palocci não consiga apresentar provas documentais sobre o que denunciou, mas o estrago está feito.

Lula precisará continuar desmentindo por muito tempo o companheiro que era considerado o predileto para sua própria sucessão.
Neste imbróglio, Dilma Rousseff sai isenta: a partir de 2011, quando assumiu a função de faxina, exonerou Palocci da Chefia da Casa Civil, após denúncias de enriquecimento sem causa.

Faça o que digo…

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz e repete: “Não se sustenta um País que gasta mais do que produz.” O que se vê é o aumento da coluna de despesas, muito além da arrecadação. Quando recebe governadores, Meirelles recomenda que os Estados façam seus ajustes. Porém, o governo federal deve também revisar o percentual exagerado de tributos que toma para si e devolve em conta gotas, como se fossem favores.

Pré e pós

Até o começo da campanha eleitoral, os brasileiros acompanham a identificação e o julgamento dos que botaram a mão no dinheiro alheio. Depois, virá a oportunidade de definir os que devem ficar longe dos cofres públicos. Estando próximos, tiram a esperança da população que sonha com um País digno e melhor. Como o Brasil merece ser.

Na gangorra

O novo comando do PSB estadual tira a garantia de apoio à reeleição do governador José Ivo Sartori. Começa a aproximação dos socialistas com o PDT, incluindo apoio a Ciro Gomes.

Contra-ataque

Tanto na Câmara Municipal de Porto Alegre como na Assembleia Legislativa, a oposição prepara-se para o debate sobre a privatização do tratamento e do abastecimento de água. Os parlamentares têm documentos comprovando que 90 por cento desses sistemas, ao redor do mundo, são de gestão pública. Trarão os exemplos de Berlim, Paris e outras grandes cidades que reestatizaram os serviços.

Vem de longe

Em setembro de 1957, os jornais de Porto Alegre alertavam para previsões orçamentárias do Estado, desmentidas depois por volumes sensivelmente inferiores de efetivas arrecadações. Comentaristas não entendiam como o Rio Grande do Sul, mesmo com a vitalidade econômica, enfrentava um roteiro de crises.

Passados 60 anos, nada mudou.

O que falta

O ex-primeiro-ministro da Inglaterra Lord Balfour preconizava: “Numa democracia, governar é explicar.” No Brasil, explicar tem sido fazer um monólogo em rede nacional de rádio e televisão requisitada por força do cargo.

Está faltando uma entrevista coletiva do presidente Michel Temer.

Reino da impunidade

A Constituição Federal obriga a aplicação de 12 por cento da receita dos Estados no setor de saúde pública. Ano passado, o governo do Rio de Janeiro ficou nos 10,42 por cento. O governo também ultrapassou o teto de gastos com pessoal do Executivo e na soma dos Poderes. Mesmo assim, o balanço obteve aprovação. Foram 43 votos a favor e 21 contra. Assembleia Legislativa com tal grau de irresponsabilidade não pode ficar impune. Casos idênticos se espalham pelo país, incluindo o Rio Grande do Sul.

Requer prática e habilidade

A peso de ouro, advogados de Joesley “nós não vai ser preso” Batista buscam ajuda de colegas no exterior, especializados em descascar pêssego sem faca.

Fora de uso

Donos de camisarias farão passeata de protesto nas ruas: pararam as vendas de modelos com colarinho branco. Compradores tradicionais agora estão com medo.

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