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Saiba tudo o que pesa contra Aécio Neves, réu sob acusação de corrupção

Deputado do PSDB é investigado em uma série de inquéritos e se tornou réu em abril de 2018. (Foto: Agência Brasil)

Na quarta-feira (21), a executiva nacional do PSDB decidiu rejeitar dois pedidos de expulsão do deputado Aécio Neves (PSDB-MG), em uma derrota para o governador de São Paulo, João Doria.

Ao todo, 35 tucanos participaram da reunião no diretório nacional do partido, em Brasília. Foram 30 votos a favor de Aécio, 4 contra e uma abstenção. Doria, que tem adotado um discurso de renovação da sigla, disse em nota que o “PSDB escolheu o lado errado”.

Aécio já presidiu o PSDB, foi presidenciável em 2014, além de governador e senador de Minas Gerais. Ele é investigado em uma série de inquéritos e se tornou réu, em abril de 2018, sob acusação de corrupção passiva e obstrução da Justiça. O deputado ainda não foi julgado. O deputado é réu no processo relativo ao episódio em que foi gravado, em março de 2017, pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS.

Ação penal 

R$ 2 milhões – Mineiro é réu sob acusação de corrupção passiva e obstrução de Justiça, relativo ao episódio em que solicitou R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS. Onde tramita? Justiça Federal de São Paulo. O que diz Aécio? “Não houve crime, o dinheiro era um empréstimo pedido a Joesley”.

Investigações

JBS – Apura se Aécio recebeu mais de R$ 60 milhões por meio de notas fiscais frias, como aponta delação dos empresários. Onde tramita? Justiça Federal de São Paulo
O que diz Aécio? A defesa diz que a investigação se refere a doações eleitorais feitas em 2014 a diversos partidos, e não a Aécio. Mas o inquérito fala em “recebimento, no ano de 2014, de propina da ordem de mais de R$ 60 milhões”, que serviu para pagar os partidos.

Cidade Administrativa

Aécio, de acordo com ex-executivos da Odebrecht, organizou esquema de fraude a licitações quando era governador de Minas Gerais, em troca de receber 3% do valor do contrato, como propina. Onde tramita? Justiça Estadual de Minas Gerais. O que diz Aécio? Não existe a declaração de ex-executivos Odebrecht de que Aécio tenha solicitado propina sobre obras da Cidade Administrativa. Porém, inquérito diz que Aécio fraudou licitação da obra “com o escopo último de obter propinas”.

​Eleitoral

Odebrecht teria pago, a pedido de Aécio, caixa dois a campanhas de 2010 em Minas Gerais. Onde tramita? Justiça Eleitoral de Minas Gerais. O que diz Aécio? Aécio não discutiu doações ou contrapartidas com executivos da Odebrecht.

2014

Aécio solicitou, por meio de contratos fictícios com empresa de marketing, R$ 6 milhões para a campanha à Presidência de 2014, segundo delatores da Odebrecht. Onde tramita? Supremo Tribunal Federal. O que diz Aécio? Aécio não discutiu doações ou contrapartidas com executivos da Odebrecht. Inquérito fala em “suposto pagamento por parte do Grupo Odebrecht, a pedido de Aécio”, para campanhas em 2014.

Aliados

A pedido do tucano, aliados receberam R$ 6 milhões não contabilizados em 2014, de acordo com executivos da Odebrecht. Onde tramita? Supremo Tribunal Federal
O que diz Aécio? Aécio não discutiu doações ou contrapartidas com executivos da Odebrecht. Inquérito fala em “suposto pagamento por parte do Grupo Odebrecht, a pedido de Aécio”, para campanhas em 2014.

Furnas

Investiga se tucano esteve envolvido em suposto esquema de lavagem de dinheiro na estatal. Onde tramita? Supremo Tribunal Federal. O que diz Aécio? Não existe sequer um depoimento ou documento que aponte qualquer irregularidade.

Hidrelétricas

Aécio teria acertado propina para defender interesses da Odebrecht e Andrade Gutierrez nas obras das usinas de Santo Antônio e Jirau. Onde tramita? Supremo Tribunal Federal. O que diz Aécio? Foi uma obra do governo do PT, não havendo participação do governo de Minas Gerais. Inquérito fala em “supostos pagamentos ilícitos feitos pelo Grupo Odebrecht em favor de parlamentares”, incluindo Aécio.

O que foi arquivado

Mensalão tucano Aécio foi investigado por suposta maquiagem para esconder a existência do esquema que irrigou a campanha de Eduardo Azeredo ao Governo de Minas Gerais em 1998. Investigação arquivada pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.