Últimas Notícias > Colunistas > Oito meses depois, reforma da Previdência vai ser aprovada

Uma juíza dos Estados Unidos decidiu recomendar a proibição parcial de importações de iPhone

Além e facilitar a criação de apps, a medida quer também estimular o desenvolvimento de novas ferramentas e assim aumentar a receita da empresa. (Foto: Reprodução)

Uma juíza dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (26), que a Apple violou uma patente da fabricante de chips Qualcomm e disse que vai recomendar a proibição a importação de alguns modelos de iPhone.

MaryJoan McNamara, juíza de direito administrativo da CCI (Comissão de Comércio Internacional), escreveu na decisão que vai recomendar uma “ordem de exclusão limitada, juntamente com uma ordem de cessação e desistência, contra a Apple”.

A empresa não será obrigada a pagar uma caução enquanto o pedido estiver sob revisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porque os iPhones não concorrem diretamente com qualquer produto da Qualcomm, de acordo com a decisão.

“Nós apreciamos o reconhecimento da juíza McNamara da violação da patente de hardware pela Apple e que ela recomendará uma proibição de importação e uma ordem de cessar e desistir”, disse a Qualcomm em comunicado divulgado à imprensa.

A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A gigante tecnológica californiana está envolvida em uma longa batalha acerca de patentes e royalties, que tem ocorrido em tribunais e órgãos administrativos em todo o mundo.

A Apple acusa a Qualcomm de cobrar por patentes inválidas e afirma que a fabricante de chips estava pedindo uma quantia desproporcional por um único componente.

Na semana passada, a Qualcomm recebeu um veredito positivo de US$ 31 milhões ( R$ 119,8 milhões) em sua guerra em múltiplas frentes com a Apple, devido à tecnologia patenteada usada em iPhones. O júri de um tribunal federal no sul da Califórnia ordenou que a Apple pague à Qualcomm por violação de patente pelos chips usados nos iPhone modelos 7, 8 e X.

As patentes em questão nesse caso envolviam uma inicialização que permite que os aparelhos se conectem rapidamente à internet depois de serem ativados, além de uma tecnologia que permite que aplicativos de smartphones usem dados online com eficiência.

Uma terceira patente seria relacionada ao uso de gráficos em jogos enquanto a vida útil da bateria é protegida, segundo a Qualcomm.

Em outra frente, um juiz federal no sul da Califórnia emitiu uma decisão preliminar de que a Qualcomm deve à Apple cerca de US$ 1 bilhão em pagamentos de royalties de patentes que a fabricante de chips está retendo, de acordo com reportagens da mídia norte-americana.

Apple revela detalhes da Apple TV+ 

A Apple anunciou, nesta segunda-feira (25), os detalhes do que promete ser a maior reinvenção da empresa desde o lançamento do iPhone: a Apple TV+, serviço de conteúdo de streaming que também transforma a empresa criada por Steve Jobs em uma provedora de mídia e séries originais, criando a concorrência direta com com Neftlix e Amazon Prime.

Em preparação desde 2017, a Apple TV+ teve um investimento inicial acima do US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) e começou a tomar forma com a contratação de Zack Van Amburg e Jamie Erlicht, dupla de veteranos executivos da Sony TV. Os dois são responsáveis pela supervisão da produção mundial das séries para a Apple e, sem poupar esforços, fizeram acordos com nomes de peso, como Steven Spielberg, J.J. Abrams, Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Jennifer Aniston, M. Night Shyamalan e Jason Momoa.

O serviço não será integrado com o Apple Music, como muitos esperavam, mas um plano de assinaturas semelhante aos servidos pela Netflix, que somava 139 milhões de assinantes no mundo no fim de 2018. Previsto para estrear no segundo semestre em mais de cem países, inclusive no Brasil, a Apple TV+ cobrará uma mensalidade ainda não definida para o acesso aos conteúdos originais. Mas a empresa conta com um time forte para atrair os espectadores.

Neste momento, cinco séries originais já foram filmadas e mais seis estão em processo de finalização. A Apple quer estrear a Apple TV+ com mais duas dúzias de séries criadas ou produzidas por Winfrey, Damien Chazelle (“La La Land”), Chris Evans (“Vingadores”), entre outros.

Um dos grandes desafios da Apple será equilibrar conteúdo atraente em um mercado já saturado e sua reputação junto a acionistas e clientes. Segundo o The Wall Street Journal, executivos da empresa ficaram preocupados quando souberam que o novo suspense de Shyamalan lidava com imagens de crucifixos — os objetos foram mantidos.