Home > Notícias > Brasil > A procuradoria-geral da República deve apresentar, até segunda-feira, denuncia contra o presidente Michel Temer ao Supremo pelo crime de corrupção passiva

Votação tira o Estado da UTI

O plenário da Câmara, durante a sessão desta terça (18). (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O governo do Rio Grande do Sul, desde ontem à noite, respira auxiliado por tubo de oxigênio que terá duração de três anos. É o prazo durante o qual o Estado deixará de pagar a prestação mensal de 290 milhões por conta da dívida com a União. Resultado da votação do projeto de recuperação fiscal na Câmara dos Deputados. Para aprovação eram necessários 257 votos. O total foi a 301. Os votos contrários ficaram em 127. O projeto beneficia o Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde também está em vigência o decreto de calamidade financeira. Daqui para frente, se não forem tomadas medidas drásticas de contenção de despesas, ao lado de outras para aumentar a receita, o Estado voltará a Brasília, em abril de 2020, com a mão estendida em busca de novo socorro.

O Executivo queria votar ontem o projeto do piso salarial regional. A retirada do quorum, na sessão plenária da Assembleia, foi mais um gesto de contrariedade de parte da base aliada, que se sente marginalizada das decisões do governo.

DÚVIDA   

Difícil imaginar que o ex-ministro Antônio Palocci fará delação premiada. Comprovaria que não aprendeu nada na juventude, quando participou de diversos movimentos de esquerda, destacando-se a Libelu (Liberdade e Luta). A corrente seguidora de Lev Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, pregava como princípio “tudo pela causa”.

À BASE DO VALE TUDO

Muitos dirigentes partidários começavam a projetar a construção de alianças convenientes, buscando antecipar em que direção iriam soprar o ventos eleitorais para se alinharem. São os adeptos do pragmatismo levado às últimas consequências, sem conteúdo e propostas que traduzam o objetivo de contribuir e construir um futuro melhor. Com as delações, murcharam.

TROPEÇOS

Se a reforma da Previdência não for bem sucedida , vai se repetir o que ocorreu a 6 de março de 1996. O presidente Fernando Henrique Cardoso sofreu derrota na Câmara dos Deputados com projeto similar, tido como o mais importante do programa de estabilidade da Economia. O governo precisava de 308 votos e só obteve 294.
No mesmo dia, por manobra do grupo de José Sarney, o Senado criou a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar irregularidades no sistema financeiro durante o governo de FHC.

SUBIDA RÁPIDA

A 19 de abril do ano passado, o presidente Michel Temer convidou o secretário da Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, para assumir a Advocacia Geral da União. Após 23 dias no cargo, tomou posse como ministro da Justiça. Passados dez meses, chegou ao Supremo Tribunal Federal.

AVANÇOS

Delegação de New Orleans virá a Porto Alegre este ano para desenvolver parcerias de capacitação de médicos e enfermeiros, sobretudo na área de Oncologia. É um dos resultados da viagem do gerente de Ensino e Pesquisa do Grupo Hospitalar Conceição, Geraldo Jotz, aos Estados Unidos, onde participou de evento sobre Saúde e Vida.

RÁPIDAS   

  • Muitos dos denunciados na Lava Jato e conhecedores da obra do poeta Augusto dos Anjos, devem estar se lembrando da frase: “A mão que afaga é a mesma que apedreja.”
  • Marqueteiros estão aturdidos com os efeitos do escândalo e tentam soluções. No momento, equivale a achar uma agulha no palheiro.
  • Quem examina os rombos nas contas públicas não demora a chegar a uma conclusão: é efeito do Mal da Caneta. Administradores não cansaram de assinar o que aparecia na mesa.
  • A conclusão a que se chega é que o Brasil sempre buscou resolver seus problemas com os mesmos meios e as mesmas agendas.

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