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Política Entenda como fica a privatização dos Correios após a aprovação do texto na Câmara dos Deputados

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Leilão deverá ser realizado no primeiro semestre do ano que vem. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados aprovou o texto que abre caminho para a privatização dos Correios. O projeto seguirá para análise dos senadores.

A privatização dos Correios é uma das prioridades do Ministério da Economia. A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,943 bilhões entre 2013 e 2016, mas desde 2017 vem registrando resultados positivos nos balanços anuais.

Em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso entregar o projeto de privatização dos Correios.

O texto aprovado na Câmara dos Deputados autoriza que a iniciativa privada possa explorar serviços postais, inclusive os oferecidos pelos Correios. Dessa forma, o texto abre caminho para a venda da estatal.

O modelo escolhido pelo governo para a privatização dos Correios e previsto no projeto foi a venda de 100% da estatal. Um leilão deverá ser realizado no primeiro semestre do ano que vem para concretizar a venda da empresa. A prestação dos serviços postais será concedida à empresa que comprar os Correios.

O edital com todas as informações para o leilão ainda será divulgado pelo governo. Entretanto, a empresa que comprar os Correios terá exclusividade mínima de cinco anos sobre os serviços postais, ou seja, carta, cartão postal, telegrama e demais correspondências. O contrato de concessão do serviço, a ser assinado após a privatização, poderá estipular um prazo superior a cinco anos.

A entrega de encomendas, outra atividade desenvolvida pelos Correios, funcionará em regime privado. Com isso, a empresa que adquirir terá liberdade para definir preço e demais condições para o serviço de entrega de encomendas.

Outras atividades que vierem a ser desempenhadas pelos Correios privatizados e que não tenham relação com o serviço postal também funcionarão sob o regime privado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será transformada em Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais e vai ser responsável por regular e fiscalizar o setor postal (cartas, telegramas e demais correspondências).

Agências dos Correios 

O texto-base aprovado veda o fechamento das agências que garantam a prestação do serviço postal universal em áreas remotas do país. Ou seja, a empresa que adquirir os Correios terá de manter as agências em cidades que possam ter baixa atratividade econômica.

A Constituição prevê a universalização dos serviços postais, ou seja, a obrigação de entregar cartas a todo o país, dever que foi mantido para os Correios privatizado.

Sobre as tarifas, o texto-base aprovado determina que o reajuste do serviço postal terá periodicidade e índice de reajuste previstos no contrato de concessão. O texto também incluiu a previsão de uma “tarifa social” para atendimento dos usuários que não tenham condições econômicas de pagar pelo serviço de cartas e telegramas.

A respeito dos funcionários, um dispositivo do projeto prevê a estabilidade por 18 meses para funcionários da estatal após privatização da empresa. Eles só poderão ser demitidos neste período por justa causa. A empresa que vier a comprar os Correios terá, ainda, que disponibilizar aos funcionários um Plano de Demissão Voluntária (PDV), com período de adesão de 180 dias a contar da privatização.

Os funcionários que vierem a aderir ao PDV terão direito a indenização equivalente a 12 vezes a remuneração, manutenção do plano de saúde por 12 meses e plano de requalificação profissional.

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Francisco Carlos Rocha
9 de agosto de 2021 19:34

Na mão de quem investe e paga bons salários para quem trabalha, é claro que para mamadores do governo não interessa, né. Empresa PRIVADA É ASSIM, não tá satisfeito vai embora. VAGABUNDOS.

Marcos Alves
9 de agosto de 2021 16:43

CRT ficou melhor, todas a estradas pedagiadas são melhores, mais seguras e baratas pelos serviços q prestam. Só quem gosta de estatal é governante ladrão e funcionário público concursado.

Adroaldo Mousquer
9 de agosto de 2021 12:34

Qual é a privatização que não passou pelos deputados? Hã? Nenhuma? É um jogo de cartas marcadas. Logo não teremos mais nada público. Tudo na mão dos empresários, que com dinheiro convencem de que assim será melhor. Nunca fica melhor.

Novededos Silva
9 de agosto de 2021 15:41

Observem…..Nos Governos dos PTerroristas os Correios só deram Prejuizos…. de BILHOES….!!!
Vamos tirar mais esta teta destes Bandidos Corruptos…e teremos um serviço descente para que o nosso eCommerce possa se desenvolver…!
Pra frente BRASIL….. Sem corrupção, sem Ladroagem, sem PT, sem luladrão…!!

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