Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, manifestou à presidente Dilma Rousseff o desejo de deixar o cargo, segundo integrantes do PT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveita a oportunidade para tentar convencer Dilma a deslocar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para a função, tirando-o assim do comando da Polícia Federal.
Mais uma vez, Lula e o PT ficaram irritados com Cardozo nesta terça-feira por não terem sido avisados previamente sobre a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, que é próximo ao ex-presidente.
“O grande senão do Lula com o Cardozo não é a falta de controle efetivo da Polícia Federal. Ele queria pelo menos que o Cardozo conseguisse antecipar cenários sobre prisões, extratos de delações, para que ele preparasse sua defesa”, disse um petista.
Integrantes do partido estavam abalados nesta terça-feira com a prisão de Bumlai, temendo o fechamento do cerco sobre o ex-presidente e o impacto das investigações sobre o governo Dilma. A previsão é de “um novo tsunami”, no momento em que o Palácio do Planalto estava conseguindo sair da crise política.
Segundo pessoas próximas a Adams, o advogado-geral da União deve deixar o cargo na virada do ano. Estão cotados para substitui-lo o procurador federal Marcelo Siqueira, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência; Jorge Messias, subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil; Isaac Sydney procurador-geral do Banco Central; Beto Vasconcelos, secretário nacional de Justiça; e Flávio Caetano, que foi coordenador jurídico da campanha à reeleição de Dilma.
Adams ficou desgastado depois que o Tribunal de Contas da União rejeitou as contas da presidente Dilma e também sofre desgaste com associações de advogados públicos por causa de reivindicações salariais.
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