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Mundo 25 pacientes morrem por falta de oxigênio para uso médico em hospital de Nova Delhi, na Índia

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A crise do oxigênio também forçou o governo da Índia a colocar tanques de oxigênio em trens expressos especiais e levá-los até os principais hospitais de Nova Delhi. (Foto: Reprodução)

Depois de registrar quase 300 mil casos da covid-19 em um dia, a Índia tem enfrentado colapso em seu sistema de saúde pela falta de abastecimento de oxigênio para uso médico. Na sexta-feira (23), ao menos 25 pessoas morreram devido à falta do insumo no hospital Sir Ganga Ram, na capital Nova Delhi.

O hospital informou que os pacientes mortos asfixiados com Covid-19 sofreram com o déficit severo no fluxo de oxigênio em um momento no qual eles precisavam de um suprimento estável e de alta pressão. As informações são da BBC.

A situação foi amenizada ainda na sexta-feira quando um navio-tanque de oxigênio abasteceu o hospital Sir Ganga Ram. De acordo com a unidade de saúde indiana, outros 60 pacientes estavam à beira da morte e foram salvos com a chegada desse suprimento.

A crise do oxigênio também forçou o governo da Índia a colocar tanques de oxigênio em trens expressos especiais e levá-los até os principais hospitais de Nova Delhi. A Força Aérea também disponibilizou aeronaves para o transporte do insumo hospitalar, segundo a agência AP.

“Temos oxigênio excedente em fábricas que estão distantes dos lugares onde ele é necessário no momento. Transportar oxigênio por caminhão é um desafio dessas fábricas”, disse Saket Tiku, presidente da Associação de Fabricantes de Gases Industriais de Todas as Índias, à AP.

“Aumentamos a produção à medida que o consumo de oxigênio sobe vertiginosamente. Mas temos limitações e o maior desafio agora é transportá-lo para onde é urgentemente necessário”, acrescentou Tiku.

A dificuldade na reposição do oxigênio hospitalar tem criado problemas entre os estados indianos, que se acusam de bloqueio do transporte que distribui o suprimento, impossibilitando o abastecimento de outras unidades. Alguns estados se recusam a enviar o suprimento a outros por medo que falte para sua população.

Por isso, segundo o The Indian Express, o Ministério do Interior e a Suprema Corte de Delhi têm agido para garantir a livre circulação do oxigênio medicinal, condicionando o não cumprimento da medida a uma ação criminal. Mas enquanto governo e judiciário discutiam alternativas, ainda na quinta-feira (22), os principais hospitais das redes pública e privada da região de Nova Delhi calculavam quantas horas poderiam operar normalmente até que seus estoques chegassem ao fim.

Um médico do Hospital Batra, na capital indiana, relatou seu desespero enquanto tentava solucionar o problema com os pacientes. “Estou correndo de um lado para o outro… Estou escrevendo para todos porque temos apenas 2 horas de suprimento de oxigênio. Não podemos pedir aos pacientes para voltarem. Temos 1.000 kg de suprimento central de oxigênio e precisamos de 7.000 kg para 352 pacientes da covid-19 aqui”, afirmou ao The Indian Express. As informações são da revista Época.

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