Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2015
Nota técnica divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nessa quarta-feira apontou que, em 2014, metade dos 23,2 mil cargos de confiança do governo federal eram ocupados por servidores pertencentes às carreiras dos próprios órgãos e 30%, por servidores sem vínculo com o serviço público (não concursados e sem estabilidade).
Os 20% restantes englobam servidores de outros setores da administração pública: requisitados de outros órgãos federais, de outros níveis de governo e vinculados às carreiras cujo exercício é descentralizado.
Conforme o Ipea, sete em cada dez nomeados para cargos de confiança têm vínculo com o serviço público, sendo que apenas uma pequena proporção provém de requisições feitas a órgãos estaduais e municipais.
O estudo analisou o perfil dos nomeados para cargos DAS (cargos de direção e assessoramento superior), que têm uma escala de um a seis. Pouco menos de 6% dentre os 23.230 cargos de confiança do governo federal (1.349) têm influência ou autorização da presidenta da República ou da chefia da Casa Civil para nomeação. Segundo o Ipea, disputas políticas para influir na definição dos nomeados não se limitam aos dois níveis superiores, mas é irreal considerar que se estendam ao universo dos 23 mil cargos. (AG)
Os comentários estão desativados.