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Brasil 33 milhões de brasileiros vivem sem acesso à água tratada e 93 milhões não têm coleta de esgoto

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Marco Legal do Saneamento foi sancionado em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

Foto: Divulgação
Marco Legal do Saneamento foi sancionado em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

Três anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, o nível de investimento do País na área ainda está muito abaixo do necessário para cumprir as metas de universalização estabelecidas pela legislação.

O valor investido por ano em obras e expansão dos serviços de água e esgoto precisaria mais do que dobrar até 2033 para atingir toda a população, aponta estudo do Instituto Trata Brasil divulgado nesta quarta-feira (12).

Entre os objetivos do novo marco, está garantir que 99% dos brasileiros tenham acesso à água potável e 90% ao tratamento e à coleta de esgoto até 2033.

A realidade do País, porém, ainda está longe disso. Segundo os dados mais atualizados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento, que são de 2021, 84% dos brasileiros têm cobertura de água e apenas 56% estão ligados à rede de esgoto.

Na prática, isso significa que 33 milhões de pessoas vivem sem acesso à água tratada e 93 milhões não têm acesso à coleta de esgoto, o que causa centenas de hospitalizações por doenças, além de efeitos econômicos, educacionais e sociais.

Conforme o estudo, nos últimos cinco anos, a média anual de investimento no setor de saneamento básico foi de R$ 20 bilhões. Em 2021, por exemplo, que é o dado mais atual, o País investiu R$ 17,3 bilhões no setor. Para conseguir universalizar água e esgoto para todos os brasileiros, esse valor precisaria ser de R$ 44,8 bilhões por ano. Ou seja, o País precisa mais do que dobrar seus investimentos para conseguir cumprir a meta de universalização até 2033.

Novos decretos

Sancionado em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, o Marco Legal do Saneamento previa que novas contratações para a prestação de serviços só poderiam ser feitas por meio de abertura de concorrência, com igualdade de condições entre os setores públicos e privado.

Em abril deste ano, novas regras foram editadas pelo presidente Lula. Elas permitem que empresas estatais prestem serviços de saneamento sem licitação com os municípios em regiões metropolitanas, aglomerações urbanas ou microrregiões.

As mudanças deixaram o setor privado apreensivo. Parlamentares alegaram que a regulamentação ultrapassou os limites da legislação aprovada pelo Congresso três anos antes.

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2 Comentários
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Andre Palo
12 de julho de 2023 12:14

Os Petralhas e o Ladrão Mor, estão no poder a 21 anos…….e não resolveram isso ainda???
Isso é prova cabal de que eles não fazem nada para melhorar …minto….só melhoram as taticas de roubos e corrupção…

Ministro do STF, Gilmar Mendes, acusa PT de cleptocracia
exame.com
https://exame.com › Brasil
18 de set. de 2015 — Ministro do STF, Gilmar Mendes, acusa PT de cleptocracia. Segundo Gilmar Mendes, “na verdade o que se instalou no País nesses últimos anos e …

Nilton G Veiga
12 de julho de 2023 12:58

Reflexo das más administrações públicas nos três âmbitos municipal, estadual e federal. Se os poderes público não fossem, omissos, corruptos, irresponsáveis, negligentes, ineficientes, hipócritas, ladrões, etc, o Brasil como um todo seria uma nação digna de primeiro mundo na educação, bem estar social e econômico.
É lamentável !!

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