Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil 34% dos remédios vendidos no Brasil são genéricos

Compartilhe esta notícia:

Por lei, os genéricos devem ser 35% mais baratos que os medicamentos de referência. (Foto: Reprodução)

A participação dos genéricos no mercado brasileiro de medicamentos cresceu de forma significativa nos últimos quatro anos. As vendas de unidades, que em 2015 representaram 27,54% do total, saltaram para 34% este ano. As informações são do jornal Valor Econômico.

Foi a única categoria que ganhou espaço no período e o aspecto econômico não é o único responsável por essa ascensão. Além de, por lei, ser 35% mais baratos que os medicamentos de referência, os genéricos se consolidaram como uma opção segura para prevenção e tratamento das enfermidades que mais acometem os brasileiros.

“Tem havido uma migração de um medicamento para outro”, comenta Telma Salles, presidente da PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). O setor fechou o ano passado com um 1,4 bilhão de unidades comercializadas e um faturamento de R$ 8,6 bilhões, resultado 15,41% superior à receita obtida no exercício 2017. As vendas no primeiro semestre de 2019 evoluíram 6,29%, para 719,5 milhões de unidades.

O balanço da entidade, com base os dados da Iqvia, leva em conta apenas o comercializado pelo varejo. A continuar nesse ritmo, Telma não tem dúvidas que o desempenho deste ano, tanto em unidades quanto, principalmente, em faturamento será superior ao de 2018. A receita tende a ser maior porque devem surgir em grande escala medicamentos com valor agregado mais alto. Além disso, os genéricos estão ampliando a cobertura das classes terapêuticas.

O mercado de genéricos é disputado atualmente por 120 laboratórios. Um deles é a Sandoz, que obtém no segmento 70% do seu faturamento no Brasil. “Enxergamos esse mercado como uma grande oportunidade de negócios”, ressalta Daniel Vaie, diretor de excelência comercial da companhia. Este ano, a Sandoz ampliou o seu portfólio de ofertas no segmento com o lançamento de uma droga para tratamento de depressão e outra para câncer de mama.

Para o próximo ano, estão previstos lançamentos para o sistema nervoso central e para cardiologia. Para fortalecer a sua atuação nesse mercado, a Sandoz está estreitando o relacionamento com o canal de venda. O objetivo é promover a divulgação e a distribuição dos produtos da marca junto às grandes redes de drogarias, às redes de farmácias associativistas e às farmácias independentes.

Com um portfólio de 123 moléculas e cobertura em 80% das classes terapêuticas, a Medley comercializa genéricos exclusivamente pelo varejo farmacêutico. Mas faz parte da estratégia utilizar outros canais de escoamento. “Ainda estamos analisando a rentabilidade dos canais”, afirma Joana Adissi, diretora geral do laboratório. Até dezembro, a Medley deve anunciar novos medicamentos genéricos, uma linha de oncológicos injetáveis, totalizando nove lançamentos este ano. Já foram apresentados produtos para hipertensão arterial, obesidade, taquicardia, Alzheimer e depressão.

A Eurofarma aposta na diversificação do portfólio de ofertas para atingir a meta de crescimento acima dos 20% este ano. “A diversificação é importante para [a empresa] não ficar presa a poucas classes terapêuticas”, explica Donino Scherer, diretor da unidade de genéricos da farmacêutica. O setor representa 16% dos negócios da Eurofarma, que lançou dez produtos este ano e pretende anunciar mais 12 no próximo exercício. A nova fábrica de Montes Claros (MG) deve entrar em operação em 2020, dividindo com a planta de Itapevi (SP) a produção de toda a linha de medicamentos da empresa.

A Biolab, que ingressou no segmento de genéricos com a aquisição da Actavis, trabalha apenas com medicamentos de alto valor agregado. Segundo Cleiton Marques, CEO do laboratório, o objetivo não é entrar na disputa de preço. “Procuramos trabalhar em mercados específicos, reforçando sempre a imagem de confiabilidade”, diz. O executivo revela que a previsão é de lançar mais de 20 produtos no horizonte de 12 meses, principalmente nas áreas de cardiologia e sistema nervoso central, e fazer com que a participação de medicamentos genéricos nos negócios da Biolab cresça dos atuais 5% para 20% em três anos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Câmara dos Deputados aprova mudança na forma de calcular desemprego
Ana Maria Braga participa da Semana de Moda de Paris e chama atenção pela elegância
Pode te interessar