Terça-feira, 07 de Julho de 2020

Porto Alegre

Notícias 60 milhões de usuários do Android foram vítimas potenciais através de links maliciosos

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Golpes financeiros crescem durante quarentena. (Foto: Reprodução de internet)

Basta um clique em um link suspeito e a chance é perder fotos, vídeos, dados bancários e conversas no celular. Enquanto a tecnologia avança, também cresce a quantidade de golpes e tentativas de fraudes em dispositivos móveis. Somente no ano passado, cerca de 60 milhões de usuários brasileiros do sistema operacional Android foram potencialmente vítimas de ataques por meio de links maliciosos, conforme pesquisa feita pelo dfndr lab, laboratório de segurança digital da PSafe. Não à toa, operadoras de telefonia e fabricantes de smartphones têm reforçado processos e tecnologias para melhorar a segurança dos usuários.

“No atual cenário de mudanças tecnológicas altamente aceleradas pela transformação digital, falar sobre segurança da informação é sinônimo de lidar com riscos e ataques em constante mutação”, analisou Luis Lima, diretor de operações e tecnologia da Algar Telecom, operadora com cerca de 1,2 milhão de usuários de telefonia móvel no Brasil. “Como regra, utilizamos padrões de desenvolvimento e plataformas que avaliam as vulnerabilidades destes ‘códigos’ e realizamos testes, sejam funcionais ou de segurança.”

A companhia investe em recursos e configurações para proteger os clientes de ataques do tipo negação de serviço, ou DDoS na sigla em inglês, que significa sobrecarregar o sistema de determinado serviço com o objetivo de paralisá-lo. Para prevenir ataques conhecidos como spoofing, ou falsificação tecnológica, a Algar Telecom instala e administra firewalls, que protegem as chamadas “bordas”, tanto das redes quanto das aplicações da empresa. O arsenal inclui, ainda, parcerias com gigantes como IBM, Microsoft e Google, além de empresas de tecnologia e cibersegurança como Fortinet, Cisco, Logicalis, Symantec e Trend.

Maior operadora de telefonia móvel do país, com 73,9 milhões de clientes, a Vivo criou o centro de privacidade, página na internet em que os clientes têm acesso a dicas de segurança. Outro exemplo é a plataforma Dialogando, que discute temas relacionados à sociedade conectada, com curadoria de especialistas. Presente em 15 países, a plataforma superou cinco milhões de acessos, contou Ruben Longobuco, chief security officer da Vivo.

Segundo o executivo, a empresa adota tecnologias, políticas e procedimentos de segurança. Um exemplo é a implantação de biometria para vendas em lojas, projeto que teve início em 2018. Basicamente, o documento de identificação do cliente é comparado a informações biométricas cadastradas no sistema. Os dados de biometria facial e vocal, claro, passam pelo consentimento do usuário. Atualmente, 93% das pessoas preferem a biometria. “Até o fim do ano, esperamos ter 10 milhões de registros de rostos capturados.”

A LG investe em segurança biométrica para fortalecer a proteção aos usuários. Em julho, a fabricante sul-coreana lançou o smartphone LG8S ThinQ, equipado com leitor de impressões digitais e reconhecimento facial em três dimensões por meio da tecnologia ToF (Time of Flight), ou tempo de voo em português. “A tecnologia garante que apenas o rosto real do usuário sirva como elemento de identificação e desbloqueio biométrico”, aponta Fabrício Habib, gerente geral de produtos móveis da LG Electronics do Brasil. Já o G8S ThinQ tem a capacidade de leitura das veias da mão.

Por mais que as empresas reforcem as medidas de segurança, os usuários não podem descuidar da proteção. Muito pelo contrário. “A pessoa acha que não vai acontecer até que aconteça com ela ou algum parente. No Brasil, temos um mercado de ciberataque muito ativo e diversificado”, observou Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, laboratório da PSafe. Para evitar cair nessas armadilhas, recomenda-se ter um sistema de proteção e antivírus para celular. Mas não é suficiente. Desconfiar de links suspeitos, mesmo que enviados por amigos ou familiares via WhatsApp ou redes sociais, é uma atitude importante.

No caso de usuários do Android, a recomendação é habilitar a criptografia no celular. Desta forma, é muito mais difícil um hacker conseguir extrair os dados, disse Luiz Karl, coordenador de TI da ClearSale, que monitora e gerencia fraudes em e-commerces.

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