Quinta-feira, 09 de Abril de 2020

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Brasil 62 milhões de brasileiros estão inadimplentes, diz o Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC

Cerca de 40% da população brasileira maior de 18 anos tem ao menos uma dívida em atraso. (Foto: USP Imagens)

O volume total de dívidas no Brasil recuou 0,29% em janeiro, após ter avançado 2,75% em dezembro. Ao todo, 62 milhões de consumidores estavam como CPF negativado, aponta um levantamento da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

Segundo as entidades, o número representa um aumento de 2,42% na inadimplência. O índice de atraso nos pagamentos é menor que em dezembro de 2018, quando ficou em 4,41%. Cerca de 40% da população brasileira maior de 18 anos tem ao menos uma dívida em atraso.

O comércio e a comunicação registraram queda de 7% nas dívidas. Nos bancos o crescimento do volume foi de 2%, e na água e luz foi de 14%, um valor expressivo. “Este cenário só deve mudar quando a retomada da economia for percebida de fato pelos consumidores, ou seja, com a criação de novos empregos e o aumento renda”, observa o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta “não é baixo o número de consumidores que, depois de sair do cadastro de negativados, acaba retornando. Isso ocorre porque, em muitos casos, a inadimplência tem origem no mau uso do crédito e da falta de controle das próprias finanças. Nesses casos, é fundamental que haja disciplina para fazer a gestão dos ganhos e dos gastos, além de se reconhecer os limites do próprio orçamento”.

A maior frequência de negativados continua entre os pagadores de 30 a 39 anos, que em janeiro somaram 17,6 milhões, o que corresponde a 51% da população nessa faixa-etária. A proporção de inadimplentes na faixa etária de 25 a 29 também é significativa, 44% da população têm o CPF restrito, entre os idosos, 65 a 84 anos, a proporção é de 33% e entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, a proporção cai para 17%.

Cartão de crédito

Na semana passada foi divulgada uma pesquisa feita pelas mesmas entidades apontando inadimplência de 25% dos consumidores brasileiros que utilizaram cartões de crédito no ano passado. O indicador ainda aponta que 48% dos brasileiros recorrem a alguma modalidade de crédito e que 77% vivem em situação de aperto.

O cartão de crédito é a modalidade de pagamento que mais cobra juros e, ainda sim, a mais escolhida pelos consumidores, 38% dos entrevistados opta por pagar com cartão de crédito, enquanto 15% escolhem o crediário, 8% o empréstimo ou o cheque especial e 6% o financiamento. O estudo aponta que houve um aumento de 20% para 25% dos usuários que não conseguiram

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior afirma que o cartão de crédito se consolidará como a principal forma de pagamento em um futuro bem próximo, já que se mostrou uma ferramenta muito segura. Mas Pellizzaro adverte, “apesar da facilidade de seu uso, o consumidor deve se manter em alerta para não se exceder nos gastos, pois em virtude dos juros, o valor da fatura pode se multiplicar em um curto espaço de tempo, tornando a dívida muitas vezes impagável”.

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