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Economia 70 companhias aéreas cancelaram todos os voos internacionais de e para a China, sofrendo prejuízo superior a 4 bilhões de dólares

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Um homem em traje de proteção trabalha na desinfecção da cabine da aeronave para um voo da Hainan Airlines, na China. (Foto: cnsphoto via Reuters)

A epidemia do novo coronavírus causou “uma redução potencial entre US$ 4 bilhões (R$ 17,3 bilhões) e 5 bilhões (21,6 bilhões)” em receitas para as companhias aéreas do mundo, anunciou na quinta-feira (13) a ICAO (Organização Internacional de Aviação Civil). As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.

A agência das Nações Unidas informou que “70 companhias aéreas cancelaram todos os voos internacionais de e para a China” e “50 outras companhias aéreas reduziram suas atividades”.

Isso provocou “uma redução de 80% na capacidade aérea estrangeira para viajantes de e para a China, bem como uma redução de 40% na capacidade aérea de companhias aéreas chinesas”, segundo estimativas preliminares da ICAO.

O primeiro trimestre de 2020 registrou uma “redução de 39 a 41% na capacidade de passageiros, ou seja, uma redução de 16,4 a 19,6 milhões de passageiros em relação às previsões de companhias aéreas”, destacou o comunicado da organização.

“Antes da epidemia (…) as companhias aéreas planejavam aumentar a capacidade em 9% nas conexões internacionais de e para a China no primeiro trimestre de 2020 em comparação a 2019”, de acordo com a ICAO.

A China isolou o acesso a várias cidades e proibiu as viagens organizadas de seus cidadãos ao interior do país e ao exterior para tentar conter a epidemia que surgiu em Wuhan, capital da província de Hubei.

Países como Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos desaconselham qualquer viagem à China.

Mercado automotivo

O mercado automotivo da China, maior do mundo, provavelmente verá vendas caírem mais de 10% no primeiro semestre por causa dos impactos da epidemia disparada pelo novo coronavírus, afirmou a principal associação de setor nesta sexta-feira.

“Prevemos que as vendas de veículos vão cair mais de 10% no primeiro semestre e cerca de 5% em todo o ano se a epidemia for efetivamente contida até abril”, disse Fu Bingfeng, vice-presidente executivo da Associação de Fabricantes de Automóveis da China (CAAM), à Reuters.

A previsão é mais pessimista que a divulgada no mês passado, quando a expectativa era de uma queda de 2% nas vendas deste ano. Executivos do setor automotivo afirmam que o coronavírus, que matou mais de 1.380 pessoas e infectou quase 64 mil na China continental, está causando estragos na indústria, derrubando a demanda dos consumidores e interrompendo cadeias de fornecimento de peças.

A CAAM, cujos membros incluem centenas de montadoras, fornecedores e outras empresas do setor automotivo, conduziu uma pesquisa entre seus integrantes depois do surgimento do surto e a enviou para o governo chinês, disse Fu.

A entidade pediu a Pequim por incentivos à indústria, como mudanças tributárias e ajuste moderado nos juros e no compulsório dos bancos, disse Fu. A associação também pediu ao governo chinês para ofertar mais financiamento e linhas de crédito para as companhias.

As vendas de veículos na China, onde mais de 25 milhões de veículos foram comercializados ano passado, provavelmente caíram cerca de 18% em janeiro sobre um ano antes, segundo dados preliminares da CAAM divulgados na quinta-feira.

As vendas do setor caíram 8,2% em 2019, segundo ano consecutivo de retração, pressionadas por desaceleração da economia e tensões comerciais com os Estados Unidos.

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