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Brasil 74ª fase da Lava-Jato investiga banco por suposta manipulação da taxa de câmbio em negócios com a Petrobras

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As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, Teresópolis (RJ) e na capital fluminense

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, Teresópolis (RJ) e na capital fluminense. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Vinte e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela PF (Polícia Federal), na manhã desta quinta-feira (10), na 74ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga supostas fraudes em operações de câmbio comercial contratadas pela Petrobras com o Banco Paulista.

A operação foi batizada de Sovrapprezzo. As ordens judiciais foram cumpridas em São Paulo, Teresópolis (RJ) e na capital fluminense. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), funcionários do banco cobravam sobrepreço nas operações cambiais, e a diferença era desviada para executivos da estatal.

O prejuízo é estimado em R$ 100 milhões. O esquema ocorreu entre 2008 e 2011, conforme o MPF.

Foram alvos dos mandados de busca e apreensão: três executivos do Banco Paulista em São Paulo; cinco pessoas ligadas às empresas utilizadas no esquema no Rio de Janeiro; três funcionários que trabalharam na gerência de câmbio da Petrobras; e quatro familiares desses funcionários, suspeitos de participação na dissimulação e na ocultação das variações patrimoniais, por meio de empréstimos e doações ideologicamente falsos.

Operações de compra e venda de dólares 

As investigações revelaram que, entre agosto de 2008 e março de 2011, o Banco Paulista intermediou o equivalente a R$ 7,7 bilhões em operações de compra e venda de dólares com a Petrobras. Esse volume, segundo a força-tarefa, foi transacionado pelos três funcionários da gerência de câmbio.

O esquema, ainda de acordo com a PF, funcionava mediante possível pagamento de propina para operadores da empresa pública a ser dividida com empregados da instituição financeira, paga em troca do direcionamento dos negócios cambiais para o Banco Paulista.

As ordens judiciais foram determinadas pelo juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). Os crimes investigados na atual fase são corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação ou organização criminosa.

A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados em contas no Brasil e no exterior, até o limite de R$ 97,65 milhões.

Notas

“A Petrobras reafirma e reforça sua tolerância zero em relação à fraude e à corrupção. A companhia é vítima dos crimes desvendados pela Operação Lava-Jato, sendo reconhecida como tal pelo Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou a estatal por meio de nota.

Também em nota, o Banco Paulista informou que o objeto da investigação “seriam operações de sua extinta área de câmbio relativas ao período de 2008 a 2011, que já foram averiguadas anteriormente”.

“A atual gestão do Banco Paulista desconhece as operações investigadas e informa que a instituição sempre se pautou pela legalidade e segue todas as normas e diretrizes do Banco Central do Brasil”, afirmou.

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