Sábado, 24 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O filho do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta abandonou uma aula online após o professor criticar seu pai

Compartilhe esta notícia:

Assim que o professor começou a falar, o filho do ex-ministro saiu da aula online. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O filho do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, Paulo Mandetta, abandonou uma aula online de direito administrativo após o professor fazer uma série de críticas ao seu pai. Aluno da USP, Paulo Mandetta participava de uma aula por videoconferência quando o professor começou a atacar a atuação de seu pai à frente do Ministério da Saúde.

O professor acusava o ministro de ter sido conivente com a política adotada por Jair Bolsonaro no combate à pandemia. Para a surpresa dos que assistiam à aula, pulou na tela uma notificação de que Paulo Mandetta havia saído da reunião.

O professor não se constrangeu e ainda brincou: “Olha só. Não sabia que tínhamos familiares do ministro aqui”, comentou, antes de prosseguir normalmente com o raciocínio.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender a cloroquina e a hidroxicloroquina como remédios no tratamento contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Apesar da insistência do chefe do Executivo, o medicamento não tem comprovação científica comprovada contra a doença.

A nova exaltação do presidente à substância ocorreu durante cerimônia de posse do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello na última quarta-feira (16).

Em sua fala, Bolsonaro disse que tentou “impor” e “propor” ao então ministro Luiz Henrique Mandetta, a mudança no protocolo da hidroxicloroquina, para permitir que o remédio fosse ministrado a pacientes com casos leves da Covid-19.

“Particularmente, comecei a defender a hidroxicloroquina, calcado também nas experiências de médicos pelo Brasil que apostavam nela e tinham uma resposta através de sua observação. Não consegui impor ou propor a sugestão ao então ministro da Saúde [Luiz Henrique Mandetta] de retirar do protocolo do tratamento com a hidroxicloroquina deveria ser ministrado apenas quando o paciente estivesse em estado grave”, disse o presidente.

“Nada mais justo, nada mais sagrado e nada mais legal que um médico, na ponta da linha, decidir o que vai aplicar em seu paciente na ausência de um remédio com comprovação cientifica. A responsabilidade é do médico, como é do militar, muitas vezes, decidir de vai atacar ou recuar na frente de combate”, completou, sendo aplaudido pelos convidados presentes.

Ainda durante a cerimônia, Bolsonaro se referiu a si mesmo como “doutor Bolsonaro” ao se dirigir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM -AP) que, assim como o chefe do Executivo, também foi infectado pelo vírus.

“Prezado Davi, como o senhor não procurou o doutor Bolsonaro, você não tomou a cloroquina. Mas, com toda a certeza, você ficou preocupado com o vírus, né?”, disse.

Não é a primeira vez que o presidente Jair Bolsonaro sai em defesa do medicamento sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus.

No início do mês, durante uma audiência com médicos que defendem a substância, Bolsonaro disse, sem apresentar dados, que a hidroxicloroquina poderia ter evitado 30% das mortes acumuladas em decorrência da Covid-19.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Edição extra do Diário Oficial convoca peritos do INSS para trabalhar
“Vamos tirar Maduro de lá”, diz secretário de Estado dos Estados Unidos em visita a Roraima
Pode te interessar