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Brasil Universitária diz ter abortado em banheiro de maternidade

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Editoria de Arte/O Sul

Uma universitária de 29 anos que estava grávida de três meses acusa a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco (AC) de negligência médica após ter procurado atendimento por dois dias devido a um sangramento durante a gravidez. Ainda muito abalada, a jovem, que não quis se identificar, disse que vai registrar um boletim de ocorrência e procurar o Ministério Público do Acre (MP-AC) porque acredita que não recebeu o atendimento corretamente.

“Na terça-feira (15) procurei atendimento porque estava sangrando, depois de esperar por mais de três horas o médico fez uma ultrassom, disse que meu bebê estava bem, passou um medicamento e me mandou ir para a casa. O sangramento parou, mas quando foi ontem (quarta-feira, 16),  voltou. Vim à maternidade hoje (quinta, 17) e me colocaram na classificação de risco, em que a espera é de até duas horas para ser atendida. Vi que estava sangrando muito e avisei para a enfermeira que me disse que não poderia fazer nada”, conta.

Após ter ficado à espera de atendimento e sangrando, a estudante diz que decidiu ir ao banheiro. “Senti vontade de fazer xixi, fui a banheiro e abortei lá mesmo. Agora vou fazer boletim de ocorrência e procurar o MP-AC”, ressaltou.

O diretor técnico da Maternidade, José Santiago, informou que a paciente recebeu classificação de risco de cor verde e que teria 4 horas para ser atendida. Segundo ele, a jovem em nenhum momento falou que estava com sangramento.
“Toda paciente tem uma classificação de risco. Se a paciente negar algum fato não tem como sabermos. Em nenhum momento, ela falou em sangramento, mas sim de dor no baixo ventre. Nessa triagem, feita pela enfermeira, foi dada a ela a ficha verde, que pode ser avaliada em até 4 horas. Segundo a paciente, ela evoluiu para abortamento em 1h, mas ela omitiu fatos, porque se soubéssemos do sangramento ela seria avaliada de imediato”, afirmou.

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