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Brasil O presidente da Câmara pauta medida provisória do auxílio emergencial e o governo tenta reverter

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Em entrevista, Maia chamou o presidente Bolsonaro de “mentiroso”. (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

Depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acusou Rodrigo Maia (DEM-RJ) de não votar votar a 13ª parcela do Bolsa Família, o presidente da Câmara dos Deputados reagiu.

Em entrevista ao blog da jornalista Andréia Sadi, Maia chamou o presidente Bolsonaro de “mentiroso” e pautou a medida provisória que prorrogou o auxílio emergencial até dezembro, incluindo o pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020, para essa sexta-feira (18).

“Já que o governo quer o 13º do Bolsa Família, vão poder defender a medida na MP do auxílio”, afirmou o presidente da Câmara. Agora, o governo trabalha para reverter o cenário e convencer Rodrigo Maia a remover o item da pauta.

Em live realizada na quinta-feira (17), Bolsonaro afirmou que Maia foi o responsável por travar a análise da medida provisória que tratava do pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família ainda em 2020.

“O 13º do salário do Bolsa Família não teve este ano porque o presidente da Câmara deixou caducar. Cobra do presidente da Câmara”, disse Bolsonaro.

O governo enxerga a iniciativa do presidente da Câmara como “retaliação” a Bolsonaro depois da declaração. Como não existe uma fonte definida para o projeto, o governo deseja retirar o tema da pauta e afirma que não há acordos com partidos para a votação da medida.

Preocupação econômica

A equipe econômica do governo demonstra preocupação com a possibilidade da votação da MP, uma vez que abre brecha para que o auxílio emergencial seja prorrogado para 2021. Caso isso aconteça, o governo terá que se manifestar e dizer que não pode votar, o que trará desgaste político ao presidente Bolsonaro.

Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, não quer que haja votação na segunda (21).

Bloco de Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta sexta a entrada de partidos da oposição no grupo que formou para a disputa pelo comando da Casa, em 1º de fevereiro. Ao todo, o bloco soma 11 partidos, PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede, com 281 deputados. O nome do candidato, no entanto, ainda não foi escolhido.

Partido de maior bancada da Casa com 54 deputados, o PT decidiu, na noite dessa sexta apoiar a candidatura do bloco liderado por Maia.

Maia disse que esse bloco vai discutir nos próximos dias para construção de um nome de centro-direita, mas não descartou a possibilidade de que ele saia, inclusive, do campo da esquerda. Os preferidos do presidente da Câmara são Baleia Rossi (MDB-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

“Este grupo que hoje se apresenta tem muitas diferenças, sim. Porque, diferente daqueles que não suportam viver no marco das leis e das instituições e que não suportam o contraditório, nós nos fortalecemos nas divergências, no respeito, na civilidade e nas regras do jogo democrático”, disse.

Ao lado de líderes dos 11 partidos do bloco, Maia leu uma carta em defesa da democracia. Segundo ele, a Câmara ganhou projeção nos últimos anos por ter se tornado a “fortaleza da democracia no Brasil; o território da liberdade; exemplo de respeito e empatia com milhões de cidadãos brasileiros”.

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