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Brasil Polícia Federal investiga filho do dono da Vasp

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Empresas do grupo Canhedo entraram em recuperação judicial para impedir a cobrança das dívidas, como a companhia Viplan, do transporte coletivo de Brasília. (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

Wilson Geraldo, o contador do grupo do ex-dono da Vasp Wagner Canhedo, admitiu à PF (Polícia Federal) que criou empresas-fantasmas para ajudar a companhia a esconder o patrimônio e escapar de cobranças de dívidas com a Receita Federal. Hoje comandado por Wagner Canhedo Filho, o grupo é acusado de tentar escapar de dívidas fiscais e trabalhistas estimadas em 870 milhões de reais, de empresas como a Viplan (Viação Planalto), e o Hotel Nacional, em Brasília.

O depoimento do contador Wilson Geraldo foi tomado em maio, quando a PF e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional realizaram operação contra o grupo Canhedo. Há suspeita de crimes como falsidade ideológica, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Decisões judiciais nas ações que cobram as dívidas têm reconhecido o vínculo entre essas empresas-fantasmas e o grupo Canhedo, determinando a extensão de bloqueios de bens a elas. ar de formalidade O contador Wilson Geraldo afirmou, segundo a PF, que constituiu três empresas por ordem de Canhedo Filho, mas que elas não têm “atividade formal”, apesar de realizarem movimentação contábil “para dar ar de formalidade”.

Em uma das ações, movida contra a Viplan, a União já havia acusado o uso de empresas-fantasmas. “A executada vem (…) esvaziando seu patrimônio e faturamento com o fito evidente de se furtar ao pagamento do enorme passivo tributário e trabalhista”, diz petição da Procuradoria da Fazenda. A Viplan operava o transporte público no Distrito Federal, mas perdeu a licitação realizada entre 2012 e 2013.

O contador disse ainda que as três empresas que criou foram usadas para disputar a licitação do transporte no DF porque a Viplan estava irregular. Pela regra da disputa, uma mesma empresa não podia ganhar diferentes lotes. Segundo a Procuradoria da Fazenda, empresas do grupo têm entrado em recuperação judicial para impedir a cobrança das dívidas – foi o caso da Viplan.

O mesmo havia acontecido com a Vasp, que tinha uma dívida superior a R$ 3 bilhões, parou de voar em 2005 e acabou indo à falência. (Folhapress)

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https://www.osul.com.br/policia-federal-investiga-filho-do-dono-da-vasp/ Polícia Federal investiga filho do dono da Vasp 2015-09-21
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