Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2020
Este ano registrará a maior contração na economia mundial desde 1946, como resultado do impacto da pandemia do coronavírus.
Para a América Latina, a situação foi ainda pior.
A região sofreu a maior queda no Produto Interno Bruto (PIB) em mais de um século, segundo informou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) na semana passada.
“Nesse contexto, se compararmos diferentes indicadores de saúde, econômicos, sociais e de desigualdade, a América Latina e Caribe formam a região mais atingida no mundo emergente”, disse a entidade em relatório.
Os países latino-americanos como um todo já apresentavam baixas taxas de crescimento econômico — em média, 0,3% entre 2014 e 2019, antes mesmo de a pandemia de covid-19 eclodir.
Embora a redução da atividade econômica global tenha afetado toda a região e todos países registraram contração do PIB, nem todos foram afetados da mesma forma.
Confira abaixo quais são as 6 economias latino-americanas que mais caíram em 2020:
Venezuela: -30%
A Venezuela lidera com ampla vantagem a lista das economias latino-americanas que mais caíram no final do ano, com -30%, segundo estimativas da Cepal.
Esse enorme revés, no entanto, não é apenas atribuível à pandemia do coronavírus. Está relacionado a outros problemas que levaram a economia venezuelana a registrar seu 7º ano consecutivo de contração econômica em 2020.
Apesar de a Cepal esperar que em 2021 haja uma retomada nas economias latino-americanas, o que pode levar a um crescimento médio regional de 3,7%, a entidade estima que a Venezuela será o único país da região que não crescerá, embora deva registrar uma desaceleração no ritmo de queda de seu PIB, de 7%.
Ao contrário da Venezuela, o Peru começou 2020 com um histórico de dar inveja: uma década ininterrupta de crescimento econômico.
Apesar disso, fechará este ano com uma contração em seu PIB de 12,9%, o que o torna “um dos mais atingidos (países) do mundo” por causa do coronavírus , segundo a Cepal.
“A queda do PIB dos parceiros comerciais impactou fortemente a demanda externa, e a demanda interna entrou em colapso devido à redução dos gastos das famílias e à interrupção dos projetos de investimento”, afirma a Cepal em documento publicado sobre a economia peruana como um anexo ao seu relatório.
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