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Brasil O governo de São Paulo prevê vacinar 9 milhões de pessoas até março

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A capital paulista chegou à marca de 19.300 mortes por covid-19. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Estado de São Paulo prevê vacinar 9 milhões de pessoas até 28 de março, na primeira fase do programa estadual de imunização. De acordo com o governador João Doria (PSDB), em reunião com prefeitos eleitos, serão disponibilizadas 18 milhões de doses da CoronaVac a partir de 25 de janeiro.

Para cada pessoa, são necessárias duas doses do imunizante contra a covid-19, feito pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. As primeiras doses serão aplicadas em trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas. Em seguida, idosos com 75 anos ou mais.

A primeira fase, que tem duração de nove semanas e previsão de 18 milhões de doses, contemplará todos acima de 60 anos.

Segundo o governo do Estado, a vacinação irá ocorrer de segunda a sexta, das 7h às 22h, e de 7h às 17h aos sábados, domingos e feriados. Além dos 5.200 postos de vacinação já existentes nas cidades do Estado, esse número deve ser ampliado para 10 mil com a utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem, terminais de ônibus, farmácias e sistema drive-thru.

Para a logística da primeira fase de imunização, estão previstos: a atuação de 54 mil profissionais de saúde; o uso de 27 milhões de seringas e agulhas; 5.200 câmaras de refrigeração; 25 postos estratégicos de armazenamento e distribuição regional; 30 caminhões refrigerados de distribuição diária; 25 mil policiais para escolta das vacinas e segurança dos locais de vacinação.

“Para que esse plano sirva ao país como exemplo de proteção à vida, nós precisamos de cada um de vocês, de cada um dos municípios, do apoio que vocês já deram em outras campanhas. Mas esta é uma campanha diferente, é uma campanha em que nós estamos no meio de uma das maiores crises sanitárias já vistas e vividas”, destacou o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, na reunião.

O secretário afirmou que “responsabilidade e parceria” são fundamentais para barrar o avanço da pandemia. “Nós tivemos um incremento do número de casos, óbitos e internações em todas as regiões do nosso Estado. Entendemos que era algo que jamais imaginávamos tanto no mundo, no Brasil e no próprio estado, porque vivenciávamos, durante 12, 13 semanas, uma evolução de queda de todos esses índices e que, de uma forma muito abrupta, voltou a varrer tanto vidas quanto encher os nossos hospitais”, disse.

Para o secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, essa é a principal política econômica do Estado. “Vacinação é a principal política de geração de emprego e crescimento da economia em 2021. Não só salva vidas, mas, mais do que isso, vai permitir crescimento econômico”, ressaltou.

Ainda segundo ele, apesar da pandemia de coronavírus, o Estado cresceu e tem perspectiva de melhora na economia este ano.

O governador de São Paulo aproveitou as declarações do secretário para polarizar com Jair Bolsonaro. Ao contrário do presidente, que disse que o Brasil está quebrado, Doria afirmou que “São Paulo não quebra”. “São Paulo tem solução. Aqui tem gestão, ativação e equipe para fazer aquilo que não estão fazendo no governo federal”, pontuou.

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