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Brasil A Fiocruz deve pedir o uso emergencial da vacina de Oxford até esta sexta-feira

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Segundo a Anvisa, a solicitação foi feita na quarta-feira (10), mas só foi aprovado na sexta (12). (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governador do Piauí e coordenador do tema da vacina no Fórum dos Governadores, Wellington Dias (PT), afirmou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fará o pedido de uso emergencial da vacina de Oxford contra a covid-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até esta sexta-feira (8).

O imunizante é desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Como o prazo da Anvisa para avaliar uso emergencial de vacinas é de até dez dias, a expectativa é que a autorização para esse tipo de aplicação pela Fiocruz saia até 18 de janeiro. Entre três possibilidades de datas do Ministério da Saúde para iniciar a imunização nacional contra o novo coronavírus, a mais otimista veria a partida dada em 20 de janeiro.

Em reunião de Dias, que também ocupa a presidência do Consórcio do Nordeste, com representantes da Fiocruz e da AstraZeneca nessa quarta-feira (6), o piauiense ouviu a confirmação de que a biofarmacêutica entregará, ainda em janeiro, 2 milhões de doses prontas da vacina fabricadas na Índia. Além delas, o petista relatou que o laboratório brasileiro receberá, já a partir de janeiro, o princípio ativo do imunizante para produzi-lo em sua fábrica no Rio de Janeiro (RJ).

“A Fiocruz vai receber, a partir de janeiro, 15 milhões de doses, mas tem todo o procedimento técnico que só começa a ter vacina produzida no Brasil a partir de abril”, apontou Wellington Dias em vídeo gravado por sua assessoria. “Acertamos que tenhamos algo como 50 milhões de doses para o Ministério da Saúde, para o Plano Nacional de Imunização, até o mês de abril”, acrescentou.

O chefe do Executivo do Piauí disse, ainda, ter transmitido à AstraZeneca um apelo dos governadores para que a biofarmacêutica amplie a transferência do princípio ativo da vacina para permitir à Fiocruz chegar a sua capacidade plena de produção, de 30 milhões de doses do imunizante por mês.

“Isso permitirá que o Brasil tenha um processo de imunização mais célere, inclusive com a possibilidade de atender ao Brasil e também a outros países que precisam desta vacina”, concluiu Dias.

Pazuello

Em reunião ministerial nesSa quarta-feira (6) no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, detalhou aos colegas e ao presidente Jair Bolsonaro o plano de vacinação contra a Covid-19.

Ele deu um panorama das negociações de vacinas e disse que o governo começará a vacinar a população antes do próximo dia 25 — data estabelecida pelo governador João Doria (PSDB), adversário político de Jair Bolsonaro, para o início da vacinação em São Paulo.

As primeiras doses aplicadas, de acordo com relatos na reunião dos ministros, virá do lote comprado da Índia, que seriam 2 milhões de doses da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford, a mesma vacina que está sendo fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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