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Mundo A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos diz que falou com o chefe do Exército para evitar que Donald Trump ordene ataque nuclear

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Segundo a imprensa americana, houve uma ruptura entre Nancy Pelosi e Biden, que a considera a principal instigadora do boicote à sua candidatura. (Foto: Reprodução)

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse que conversou com o Estado-Maior do Exército para evitar que Donald Trump ordene ações militares ou um ataque nuclear nos dias que lhe restam na Casa Branca.

Pelosi escreveu em um comunicado enviado aos democratas que conversou com o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior, para “discutir as precauções disponíveis para evitar que um presidente instável inicie hostilidades militares ou ordene um ataque nuclear”.

Na avaliação da democrata, com a instabilidade de Trump, a situação “não poderia ser mais perigosa”. “Devemos fazer tudo o que pudermos para proteger o povo americano de seu ataque desequilibrado ao nosso país e à nossa democracia”, disse na nota, se referindo à invasão ao Congresso por apoiadores do presidente.

O Pentágono confirmou a ligação entre Pelosi e Miller, mas não deu detalhes sobre o que eles conversaram. “Ele respondeu às perguntas dela sobre o processo de autoridade do comando nuclear”, disse Dave Butler, porta-voz do general.

Colin Powell, general reformado e secretário de Estado no governo de George W. Bush, minimizou as preocupações de Pelosi sobre a possibilidade de Trump ordenar um ataque nuclear. “Fui chefe do Estado-Maior e posso dizer, com certeza, que se algo assim acontecesse e alguém, de repente, dissesse ‘queremos usar armas nucleares’, nunca se aproximaria delas, afirmou à CNBC.

Trump deixará a Casa Branca em 20 de janeiro. O republicano anunciou que não participará da posse do sucessor, Joe Biden, algo que não ocorre no país desde 1869.

Preso

O homem fotografado durante a invasão ao Capitólio com o pé em cima da mesa de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, foi preso em Little Rock, no Arkansas, segundo o FBI (Federal Bureau of Investigation, a Polícia Federal americana).

Apoiador do presidente Donald Trump, Richard Barnett foi acusado de entrar e permanecer em local restrito sem autorização, invasão e perturbação da ordem, bem como de roubo de propriedade pública, de acordo com a CNN. Ao todo, mais de 50 pessoas foram presas após a invasão, que deixou cinco mortos.

Além de Barnett, um morador do estado do Alabama também foi acusado de ligação com os explosivos encontrados no lado sul do prédio do Capitólio. Onze coquetéis Molotov e armamento militar foram encontrados em sua picape, ainda segundo o FBI.

“Ainda que você tenha saído da região de [Washington] DC, você ainda pode esperar uma batida na sua porta se descobrirmos que você estava envolvido em atividades criminosas no Capitólio”, disse Steven D’Antuono, diretor assistente do escritório do FBI em Washington. “O FBI não está economizando recursos nesta investigação.”

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