O Secretário da Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, afirmou que o Estado passa por uma crise no abastecimento de oxigênio. Campêlo disse que o Ministério da Saúde, o governo do Amazonas e as Forças Armadas estão trabalhando no apoio logístico para a entrega de oxigênio para a rede estadual de saúde, com o transporte do gás de outros estados para o Amazonas.
Segundo ele, a alta demanda surpreendeu um dos maiores conglomerados de gás do mundo, a empresa White Martins.
Transferência
Com o colapso do sistema de saúde, pacientes estão sendo levados a outros Estados para receber atendimento médico. São eles: Goiás, Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba e Rio Grande do Norte. O governo diz ter feito um estudo para que as transferências não sobrecarregassem a rede assistencial desses outros locais.
O Coronel Franco Duarte, representante do Ministério da Saúde, afirmou que são transportados pacientes com estado de saúde considerado em fase moderada da doença.
Cemitérios lotados
Manaus registrou 198 enterros na quarta e bateu recorde de sepultamentos diários pelo quarto dia consecutivo. Desse total, 87 enterros tiveram a causa declarada como covid-19. Com aumento da demanda, a prefeitura de Manaus ampliou horário do funcionamento dos cemitérios até as 18h.
Além disso, foram instaladas duas câmaras frigoríficas no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, conhecido como Cemitério do Tarumã. O objetivo é manter conservados os corpos de vítimas que morrerem nos horários em que os cemitérios estão fechados.
As câmaras têm capacidade para armazenar até 60 caixões e começaram a ser utilizadas nesta quinta.
A última vez que Manaus teve tantos enterros, de causas em geral, foi em 26 de abril, com 140 registros (com dados apenas de espaços públicos). Na época, o Estado enfrentava a primeira onda da doença, e sofreu colapsos no sistema público de saúde e funerário.


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