Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Política Bolsonaro diz que vai tentar aumentar isenção do Imposto de Renda para R$ 3 mil até 2022 e que situação em Manaus é “complicada”

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Bolsonaro fez live ao lado do ministro Pazuello.

Foto: Reprodução/YouTube
Bolsonaro fez live ao lado do ministro Pazuello. (Foto: Reprodução/YouTube)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14), durante sua live semanal, que vai tentar aumentar a faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) para R$ 3 mil até 2022.  Hoje, o limite de isenção é de R$ 1.903,98. Sobre a crítica situação do coronavírus em Manaus, Bolsonaro classificou como “complicada”.

Tabela do IR

“Gostaríamos de passar pra R$ 5 mil. Não seria de uma vez, mas daria para até o final do mandato fazer isso. Não conseguimos por causa da pandemia. Nós nos endividamos em mais R$ 700 bi, não deu pra atender. Vamos ver se pro ano que vem pelo menos passe de R$ 2 mil para R$ 3 mil”, disse Bolsonaro.

Durante a live, Bolsonaro lembrou recente declaração de que “o Brasil está quebrado” e que ele não consegue “fazer nada”.

Depois, falou sobre a tabela do IR. “Até ajuda, no meu entender, a Receita a ter menos ‘clientes’, porque recebe com uma mão e, em alguns meses, entrega com a outra”, prosseguiu.

Posto Ipiranga

“Tenho falado que não sou economista, todo mundo sabe disso, o Posto Ipiranga é o Paulo Guedes, mas tem um detalhe: todo mundo que ganha R$ 3 mil por mês que desconta um pouco do Imposto de Renda dá em torno de R$ 28 bilhões por ano, mas no ano seguinte quase tudo é ressarcido. Então jogo contábil de um ano pro outro”, disse sobre o processo de declaração.

Durante a live, ele também anunciou que vai zerar as tarifas de importação de pneus. “A tarifa de importação de pneus tá em torno de 16%, conversei com Paulo Guedes, vamos zerar, a semana que vem deve estar zerado a tarifa de importação de pneus para nossos caminhoneiros, que passam dificuldade, que tem problemas com frete”, prometeu.

Manaus

Ao lado do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Bolsonaro também citou mais uma vez o tratamento precoce para a Covid-19 como tratamento e maneira de evitar a situação vivida por Manaus, classificada pelo presidente como “complicada”.

Segundo o próprio ministro da Saúde definiu, Manaus vive um “colapso” no atendimento de saúde e está em uma situação “extremamente grave”.

“Manaus teve o pior momento da pandemia em abril do ano passado. Houve um colapso no atendimento, que foi revertido. Agora, estamos novamente numa situação extremamente grave em Manaus. Considero que sim, há um colapso no atendimento de saúde em Manaus, a fila para leitos cresce bastante, estamos hoje com 480 pessoas na fila”, disse o ministro.

De acordo com Pazuello, um total de seis voos da FAB (Força Aérea Brasileira) levará um estoque adicional de cerca de 30 mil metros cúbicos de oxigênio à capital amazonense ao longo dos próximos dias. Também está previsto, segundo ele, o envio de oxigênio por vias fluvial e terrestre a partir de Belém e Porto Velho. Nos últimos dias, apenas na capital amazonense, a demanda diária de oxigênio chega a ser de cerca de 75 mil metros cúbicos, informou o próprio ministro.

Pazuello atribuiu a situação ao clima, à falta de estrutura hospitalar e à baixa adesão ao protocolo de tratamento precoce recomendado pelo governo federal.

“No período chuvoso, a umidade fica muito alta e você começa a ter complicações respiratórias, esse é um fato. Um outro fator: Manaus não teve a efetiva ação no tratamento precoce com diagnóstico clínico no atendimento básico e isso impactou muito a gravidade da doença. Por outro lado, a infraestrutura hospitalar de atendimento especializado é bastante reduzida em Manaus, em termo de percentual. É um dos menores percentuais do País”.

Vacinação

Sobre o início da vacinação contra a Covid-19, o ministro voltou a dizer que a distribuição das doses começará ainda em janeiro, mas não informou uma data específica. Segundo Pazuello, a expectativa da pasta é que o Brasil alcance níveis de imunização superiores aos de outros países que já iniciaram a vacinação graças à produção própria do imunizante.

“Vamos, em janeiro, iniciar a vacinação. E, a partir do início, com 2, 6 ou 8 milhões de doses, já em janeiro, vamos nos tornar o segundo, talvez o primeiro, dependendo dos Estados Unidos, o país que mais vacinou no mundo. E quando nós entrarmos em fevereiro, com a nossa produção em larga escala, e nosso PNI [Programa Nacional de Vacinação], que tem 45 anos, nós vamos ultrapassar todo mundo, inclusive os Estados Unidos”.

Bolsonaro pediu calma à população e argumentou que o fornecimento da vacina em larga escala ainda deve levar mais algum tempo por conta da demanda mundial.

“O mundo está querendo a vacina certificada, obviamente, pelas suas agências e não tem. Tanto é que estamos com previsão de começar a vacinar, nos próximos dias, ainda nesse mês, e são poucos milhões de pessoas. Vai ter um critério – pessoal da saúde, idosos, índios”, disse.

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