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Ciência A Estação Espacial Internacional libera “lixo” pesando mais de duas toneladas

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O palete registrado pela ISS enquanto passava acima do Chile. (Foto: Reprodução/Nasa)

Na última semana, os controladores de solo da Nasa (agência espacial norte-americana) enviaram comandos à Estação Espacial Internacional (ISS) para o despejo de um palete cheio de baterias velhas, com peso total aproximado de 2,9 toneladas – o objeto mais pesado já liberado da ISS. O compartimento de lixo permanecerá em órbita por dois ou quatro anos antes de se queimar ao entrar na atmosfera terrestre.

O transporte de suprimentos para a ISS feito através do Veículo de Transferência H-II (HTV), do programa espacial japonês, é muito comum. Após cumprir seu propósito, o veículo é deixado em órbita para que, posteriormente, ele se queime ao adentrar a atmosfera. Acontece que a carga da vez é gigantesca, mas Leah Cheshier, especialista em comunicações da Nasa, diz que, assim como todas as outras, este palete deve queimar “inofensivamente” – se eventualmente sobrar algum pedaço nesse processo, ele cairá sobre o Oceano Pacífico.

O palete entregou à Estação Espacial Internacional, em maio do ano passado, porta-baterias com seis baterias de íons lítio que foram conectadas à estrutura de energia solar da estação espacial. Essa foi a nona e última vez que uma nave de abastecimento HTV estacionou por lá.

Lixos espaciais são pedaços de espaçonaves, satélites desativados e parte de foguetes usados em lançamentos, que ficam em uma região denominada baixa órbita da Terra. São objetos potencialmente perigosos se caírem na superfície, caso pedaços deles sobrevivam à queima atmosférica.

Mas o controle da missão afirma que este palete peso-pesado que foi liberado da ISS não oferece risco para o planeta. Ele seguirá em uma órbita segura até se queimar totalmente na atmosfera, o que acontecerá dentro de dois ou quatro anos.

Telescópio

Criar um novo telescópio espacial requer muito tempo e muito dinheiro e inspiração. Os astrônomos primeiramente começaram a importunar a Nasa, insistindo num sucessor para o Hubble mesmo antes de este telescópio ser lançado em órbita em 1990. Na época, achavam que o projeto custaria menos de US$ 1 bilhão e poderia estar pronto na primeira década do século 21.

Passados trinta anos, uma despesa de US$ 8,8 bilhões, múltiplos contratempos e crises orçamentárias e a ameaça de um cancelamento pelo Congresso, o James Webb Space Telescope parece estar finalmente pronto. A Nasa planeja lançá-lo em órbita o mais cedo em 31 de outubro a bordo do foguete Ariane 5 da Agência Espacial Europeia a partir de um local na Guiana Francesa.

Durante uma reunião da Sociedade Americana de Astronomia, técnicos e engenheiros mostraram o telescópio, esperando que esta seja a última exibição “ainda no chão”.

“Na próxima vez, o telescópio estará para além da Lua e aparecerá para nós com um ponto de luz de uma magnitude aproximada de 17 graus.

Completamente montado no espaço reservado a ele na companhia Northrop Grumman em Los Angeles, o telescópio, como foi visto na conferência pelo Zoom, parece um girassol gigante sobre uma prancha de surfe. As pétalas da flor são hexágonos de berílio banhados a ouro 18k, formando um prato de mais de 6 metros de diâmetro. A prancha, sobre a qual ele flutuará eternamente do lado mais distante da lua, é um sanduíche de cinco camadas de um plástico chamado Kapton que servirá de escudo para o telescópio contra o calor e o brilho intenso do sol.

O telescópio, que leva o nome do administrador da Nasa que conduziu a agência espacial até o desenvolvimento do programa Apollo, é quase três vezes maior do que o Hubble e sete vezes mais poderoso em termos de capacidade para distinguir estrelas e galáxias mal perceptíveis às margens do tempo.

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