Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de março de 2021
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deve continuar no governo Bolsonaro após sua saída da pasta. Segundo auxiliares, o presidente Jair Bolsonaro analisa a possibilidade de manter Pazuello em um cargo no Palácio do Planalto, segundo informações do jornal O Globo.
Caso seja confirmado, o anúncio pode ser feito no dia da posse do novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga. A cerimônia deve ocorrer somente na semana que vem e já tem presença confirmada do ex-ministro Nelson Teich.
Na manhã de terça-feira (16), Pazuello participou de uma agenda intensa com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Na ocasião, Queiroga afirmou que, por enquanto, não pretende trocar o secretariado da pasta.
Na ocasião, Pazuello afirmou que apresentou ao cardiologista as instalações e a equipe do Ministério, e reforçou a continuidade dos trabalhos no combate ao coronavírus.
“Não é uma transição, é um só governo. Continua o governo Bolsonaro, continua o ministro da Saúde. Troca o nome de um oficial general, que estava aqui organizando a parte operacional, a gestão, a liderança, a administração, e agora vai chegar um médico para, com toda sua experiência, ir além. Nós estamos somando neste momento, não dividindo, nem separando”, disse Pazuello.
Queiroga ressaltou a força do Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento à pandemia e de outras doenças, além da união do Brasil para ampliar a assistência à saúde da população e reforçar a campanha nacional de vacinação contra a Covid-19, em andamento no país desde janeiro.
“Precisamos unir esforços com os secretários municipais de saúde e com os secretários estaduais de saúde, com aos órgãos representativos, como Conass e Conasems. O Ministério da Saúde está muito empenhado em trabalhar de maneira harmônica, em parceria, para melhorar a condição de assistência, para que as vacinas sejam aplicadas de maneira eficiente para que consigamos pôr fim a essa pandemia”, afirmou.
Por fim, Queiroga pediu que a população siga tomando as medidas de higiene e de proteção para conter a circulação do coronavírus. “Vou conclamar à população que se utilize máscara, para que se use álcool em gel. São medidas simples, mas importantes. É preciso unir os esforços de enfrentamento à pandemia com a preservação da atividade econômica”, afirmou.
Na manhã desta quarta-feira (17), Pazuello e Queiroga receberam as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O lote contém 1.080.000 doses do imunizante da AstraZeneca/Oxford fabricado no Brasil com matéria-prima importada: 500 mil foram disponibilizadas ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) nesta quarta e outras 580 mil até sexta (19). A previsão é de que o lote seja enviado aos estados e Distrito Federal nos próximos dias.
Queiroga destacou a força do PNI na coordenação de campanhas de vacinação no Brasil e ressaltou que o enfrentamento à pandemia de Covid-19 passa pela união e pela ajuda de todos. “Somente com a união de todos, de todos os brasileiros, nós, os gestores do sistema público de saúde, teremos as condições de dar as respostas que a sociedade brasileira quer ouvir”, afirmou. As informações são do jornal O Globo e do Ministério da Saúde.
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