Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2021
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recebeu a primeira dose da vacina contra o coronavírus da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca nesta sexta-feira (19), um dia após as garantias dos reguladores britânicos e europeus sobre a segurança do imunizante.
“Eu senti literalmente nada”, disse Johnson.
O premiê, de 56 anos, foi vacinado no Hospital St. Thomas, em Londres. É a mesma unidade onde ele passou três dias internado na UTI em abril de 2020, infectado com a Covid-19.
“Digo a todos: quando vocês receberem uma notificação para tomarem a vacina, por favor façam isso. É a melhor coisa para você, para sua família e para todos os outros”, reforçou o primeiro-ministro.
Segura e eficaz
A agência de medicamentos da União Europeia (UE) assegurou, na última quinta-feira (18), que a vacina de Oxford/AstraZeneca é “segura e eficaz” no combate ao coronavírus após analisar a suspeita de casos de formação de coágulos em pacientes imunizados. Com disso, diversos países europeus já retomaram o uso do imunizante.
A reguladora disse também que vai continuar a acompanhar e analisar os dados de vacinação no continente, mas que os benefícios da aplicação da vacina superam os riscos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também reforçou que a vacina é segura.
O órgão apresentou o resultado da análise de alguns casos de trombose em idosos, e reforçou que não há indícios de relação com a vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.
Alguns países europeus suspenderam temporariamente o uso das doses da vacina enquanto a agência investigava as suspeitas.
Proteção contra P.1
A Fundação Oswaldo Cruz divulgou um comunicado afirmando que a vacina Oxford/AstraZeneca é eficaz contra a variante brasileira do coronavírus. A conclusão é de uma pesquisa publicada no site biorxiv, que ainda não foi revisada por outros cientistas.
O estudo, realizado na Universidade de Oxford com a colaboração de cientistas de laboratórios brasileiros, mostrou que a variante do Sars-CoV-2 identificada em Manaus (P.1) reage ao imunizante de forma semelhante à variante britânica, chamada de B.1.1.17.
Em laboratório, os pesquisadores avaliaram como amostras sanguíneas de pessoas vacinadas ou que já tinham passado pela infecção reagiam ao entrar em contato com a mutação brasileira do vírus.
O resultado mostrou que os anticorpos desenvolvidos pelo imunizante foram eficientes em neutralizar o vírus apesar de uma pequena perda em relação ao efeito obtido pela fórmula contra a versão original do vírus. O mesmo teste foi realizado pelo grupo de pesquisa com a vacina Pfizer/BioNTech e chegou a resultados parecidos.
Antes deste estudo, os pesquisadores temiam que o comportamento da variante brasileira se assemelhasse ao da cepa sul-africana, que, em outras pesquisas, se mostrou mais resistente à resposta imunológica induzida pelas vacinas já desenvolvidas.
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