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Ciência Asteroide “potencialmente perigoso” vai passar perto da Terra neste domingo

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Telescópio da Nasa instalado no Havaí vai captar informações mais precisas do tamanho e da composição do asteroide. (Foto: Divulgação/UH/IfA)

O maior asteroide previsto para passar pela Terra neste ano vai se aproximar do nosso planeta neste domingo (21). A rocha formada ainda no início do Sistema Solar deve alcançar a velocidade de 124 mil km/h.

Denominado 2001 FO32, ele foi descoberto há 20 anos e é monitorado desde então. O fenômeno é uma oportunidade para que astrônomos obtenham informações mais precisas do tamanho e da composição dele. Isso será feito com um telescópio da Nasa (agência espacial norte-americana) instalado no topo do Mauna Kea, no Havaí, nos Estados Unidos.

Não há qualquer risco de colisão, mas a passagem a 2 milhões de km da Terra já é suficiente para ser classificada pela Nasa como “potencialmente perigosa”. Essa determinação ocorre quando a órbita do asteroide se cruza com a do nosso planeta a uma distância de até 7,5 milhões de quilômetros e quando ele tem mais140 metros de diâmetro.

O maior visitante interestelar de 2021 foi visto pela primeira vez em março de 2001 pelo programa Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR) em Socorro, no Novo México. Com base em medições ópticas, foi estimado que tinha aproximadamente 1 quilômetro de largura. Em observações mais recentes, porém, pesquisadores calcularam uma largura entre 440 e 680 metros.

Após a visita na próxima semana, o 2001 FO32 só deve chegar perto da Terra novamente em 2052, quando pode passar a 2,8 milhões de quilômetros de distância do planeta.

Novo teste

O foguete do Space Launch System (SLS), que lançará os astronautas do programa Artemis da Nasa ao espaço a caminho da Lua, passou, de maneira bem-sucedida, por um teste final. O teste foi realizado no Stennis Space Center da Nasa, fora da Baía de St. Louis, no Mississippi, e durou pouco mais de oito minutos.

“O SLS é o foguete mais poderoso que a Nasa já construiu e, durante o teste de hoje, a fase central do foguete gerou mais de 1,6 milhão de libras de impulso em sete segundos. O SLS é um feito incrível de engenharia e o único foguete capaz de promover as missões da próxima geração dos EUA, que colocarão a primeira mulher e o próximo homem na lua”, disse o administrador interino da Nasa, Steve Jurczyk, em um comunicado.

Os sistemas da fase central do foguete foram carregados com mais de 700 mil galões de propelente superfrio e os quatro foguetes RS-25 foram disparados ao mesmo tempo. Isso serve para simular o que o foguete suportará durante o lançamento, embora o SLS use cerca de 8,8 milhões de libras de impulso para levantar Artemis I do solo.

A parte central do foguete inclui os quatro motores, tanque de hidrogênio líquido, tanque de oxigênio líquido e os aviônicos – computadores e eletrônicos que funcionam em conjunto, como os “cérebros” do foguete – para controlar os primeiros oito minutos de voo, de acordo com a agência. Entre 18 a 20 caminhões-tanque cheios de propelente encheram seis tanques com o oxigênio líquido e o hidrogênio nos dias anteriores ao teste.

Esse segundo teste de fogo foi considerado necessário depois que o primeiro, em janeiro, terminou mais cedo do que o planejado. O primeiro teste de fogo quente deveria durar oito minutos, mas foi interrompido após um minuto.

O segundo teste durou oito minutos, fornecendo às equipes os dados de que precisam. Aplausos puderam ser ouvidos na sala de controle assim que deram a ordem para encerrá-lo após oito minutos.

Durante o teste, os motores experimentaram três níveis de potência diferentes e foram submetidos a movimentos que simulam a direção do voo, chamados de gimballing.

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