Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Ciência Astrônomos descobrem atmosfera em pequeno mundo gelado nos “confins” do Sistema Solar

Compartilhe esta notícia:

Concepção artística mostra o objeto transnetuniano envolto por uma fina atmosfera, com estrelas ao fundo. (Foto: Divulgação)

Astrônomos detectaram uma fina atmosfera ao redor de um pequeno objeto gelado que orbita o Sol além da órbita de Netuno, mais distante até do que Plutão.

A descoberta foi publicada na revista “Nature Astronomy” e desafia a ideia de que apenas planetas e corpos celestes maiores conseguem manter atmosferas estáveis.

O objeto observado é o chamado (612533) 2002 XV93, um corpo de cerca de 250 quilômetros de raio localizado no cinturão de Kuiper, a quase 6 bilhões de quilômetros da Terra.

Até agora, o único objeto transnetuniano com atmosfera detectada de forma inequívoca era o próprio Plutão.

Tentativas em corpos maiores, como os planetas anões Eris, Makemake e Quaoar, não haviam encontrado uma atmosfera semelhante.

A equipe liderada pelo astrônomo Ko Arimatsu, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, aproveitou um evento chamado ocultação estelar, em que o objeto passa na frente de uma estrela vista da Terra e bloqueia temporariamente sua luz.

A análise de como esse brilho diminui ao longo do tempo permite identificar características do objeto, como seu tamanho, formato e até a presença de material ao redor.

A observação foi feita em 10 de janeiro de 2024 a partir de três pontos do Japão. Em Kyoto, um telescópio compacto foi instalado no terraço da Universidade de Kyoto.

No observatório de Kiso, foi usado um telescópio Schmidt de 1,05 metro equipado com uma câmera de alta resolução temporal.

O terceiro ponto, em Fukushima, foi operado pelo astrônomo amador Katsumasa Hosoi, com um telescópio de 25 centímetros.

Em vez do apagar e acender abrupto típico de objetos sem atmosfera, a luz da estrela diminuiu de forma gradual durante a ocultação.

Esse padrão é a assinatura característica de uma camada fina de gás ao redor do objeto, que desvia ligeiramente os raios de luz antes do bloqueio total.

Ainda segundo os cientistas, a análise indica uma pressão atmosférica entre 100 e 200 nanobares — cerca de 5 a 10 milhões de vezes mais fina que a atmosfera terrestre.

Os pesquisadores testaram três cenários para a composição química do gás: metano, nitrogênio ou monóxido de carbono.

Os três modelos são compatíveis com os dados, e ainda não é possível distinguir qual corresponde à realidade. São justamente os mesmos compostos que formam a atmosfera de Plutão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Ciência

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Verdura popular ajuda no controle da pressão alta; confira qual
Brecha em controle amplia prescrição de testosterona para a menopausa
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x