Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde pede que países continuem usando a vacina de Oxford

Compartilhe esta notícia:

Tedros Adhanom afirmou que não houve aumento de problemas de coagulação após pessoas receberem a vacina. (Foto: Divulgação/OMS)

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu, nesta sexta-feira (19), que os países continuem aplicando a vacina de Oxford contra a covid-19. A vacinação com o imunizante foi suspensa em alguns países da Europa na semana passada por causa de casos suspeitos de formação de coágulos após a vacinação.

“Pedimos aos países que continuem usando esta importante vacina contra a covid-19”, disse Tedros.

Ele explicou que o comitê de segurança de vacinas da OMS, que se reuniu entre terça (16) e esta sexta, avaliou que os dados disponíveis não sugeriam aumento de coagulação após o uso da vacina.

“Entendemos que as pessoas podem ter se preocupado com a segurança da vacina de Oxford/AstraZeneca para a covid-19. A questão com qualquer medicamento ou vacina é se o risco de tomá-la é maior ou menor do que o risco da doença que se destina a prevenir ou tratar”, ponderou o diretor-geral.

“Nesse caso, não há dúvida. A covid-19 é uma doença mortal e a vacina de Oxford/AstraZeneca pode preveni-la”, declarou.

Sem relação

Mais cedo, o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da OMS havia divulgado um parecer no qual afirmava que nenhuma relação havia sido estabelecida entre qualquer vacina contra a covid e trombose (formação de coágulos).

“Os dados disponíveis não sugerem qualquer aumento geral nas condições de coagulação, como trombose venosa profunda ou embolia pulmonar após a administração de vacinas contra a covid-19”, afirmou o comitê.

De acordo com os especialistas, a vacina de Oxford/AstraZeneca – incluindo a Covishield, fabricada na Índia – continua a ter “um perfil positivo de risco-benefício”, com “tremendo potencial para prevenir infecções e reduzir mortes em todo o mundo”.

Na quinta-feira (18), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) havia afirmado que a vacina de Oxford era ‘segura e eficaz’. A agência regulatória do Reino Unido também confirmou que a vacina deveria continuar a ser aplicada.

A vacina de Oxford é uma das duas que estão disponíveis no Brasil contra a covid-19. A outra é a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac.

Aumento de casos

O diretor-geral da OMS também manifestou preocupação com o aumento de casos da covid-19 ao redor do mundo. Nesta semana, pela quarta consecutiva, há um sinal de aumento nos registros de infecções, disse Tedros.

“Após seis semanas de declínio de casos de covid-19 em janeiro e fevereiro, agora estamos no caminho para uma quarta semana consecutiva de aumento de casos”, afirmou o diretor. “Por enquanto, o número de mortes ainda está diminuindo, mas em um ritmo mais lento”.

O Brasil completou duas semanas como o país com mais mortes diárias por covid no mundo. Nesta sexta, foram registradas 2.815 mortes pela doença. Ao todo, o País tem mais de 290 mil vidas perdidas.

Ao todo, o monitoramento da universidade americana Johns Hopkins aponta 122 milhões de casos no mundo e cerca de 2,7 milhões de mortes pela doença.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Asteroide “potencialmente perigoso” vai passar perto da Terra neste domingo
O presidente do Senado pede aval de Kamala Harris para o Brasil comprar vacinas estocadas nos Estados Unidos
Pode te interessar