Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Bolsonaro reúne apoiadores para comemorar seu aniversário e diz que críticos estão “esticando a corda”

Compartilhe esta notícia:

A aglomeração com apoiadores aconteceu em frente ao Palácio da Alvorada. (Foto: Reprodução/YouTube)

No momento em que o Brasil passa pelo pior momento da pandemia e por um pico de mortes causadas pelo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou seu aniversário para reagir às críticas sobre sua atuação no enfrentamento da doença. “Estão esticando a corda e faço qualquer coisa pelo meu povo. Qualquer coisa que está na Constituição, é o direito de ir e vir. Podem confiar na gente”, afirmou a cerca de 100 apoiadores que se aglomeraram em frente ao Palácio da Alvorada para cumprimentá-lo pelos 66 anos completados neste domingo (21).

Mesmo diante do colapso no sistema de saúde e das filas de espera por leitos em diversos Estados do País em função da pandemia de coronavírus, Bolsonaro mantém postura contrária a medidas de fechamento de atividade econômica determinadas por governadores. Durante a semana, o chefe do Executivo chegou a insinuar a possibilidade de decretar estado de sítio, mas depois negou que usaria a medida extrema, quando questionado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Na última quinta-feira (18) Bolsonaro assinou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Advocacia-Geral da União (AGU) apresentada ao Supremo para derrubar decretos estaduais de três governadores contendo medidas restritivas, como toque de recolher.

No Legislativo, menos de um mês da vitória dos candidatos governistas nas eleições internas, a parceria com o Centrão se alterou de um estado de “lua de mel” para cobranças públicas e ameaças veladas de abertura de impeachment e CPI para investigar o Planalto.

“Pode ter certeza de uma coisa: minha força vem de Deus e de vocês. Se alguém acha que algum dia abriremos mão da nossa liberdade estão enganados (sic)”, declarou. O presidente chegou ao local acompanhado da primeira-dama, Michelle. Os dois usavam máscara, mas ele a retirou para falar com os apoiadores.

Aos presentes, Bolsonaro disse que contava com dois exércitos: o verde-oliva e a população. O presidente também declarou que as Forças Armadas devem atuar pela democracia e pela liberdade. “Vocês me deram um voto de confiança na eleição de 2018. Enquanto eu for presidente, só Deus me tira daqui. Eu estarei com vocês”, garantiu. Em êxtase, apoiadores gritaram a favor da reeleição de Bolsonaro.

Diante da queda de sua popularidade devido ao ritmo lento da vacinação, Bolsonaro tomou atitude oposta à do ano passado. Há um ano, apenas dez dias depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar que a covid-19 havia se transformado em uma pandemia, Bolsonaro evitou comemorações públicas e reuniu apenas os filhos e as netas. Ele se limitou a gravar um vídeo com mensagem de esperança sobre o tratamento da doença. Na ocasião, a informação era a de que a covid-19 havia contaminado 904 pessoas e matado dez pessoas no Brasil.

A maioria das pessoas presentes neste domingo em frente à residência oficial estava vestida de verde e amarelo. Algumas portavam bandeiras do Brasil. Grande parte dos apoiadores não estava de máscara.

Bolsonaro e Michele chegaram ao ponto de encontro com máscara – ela com um vestido cáqui – e acenaram para os populares. Um alambrado de metal separava o presidente das pessoas. Do lado de dentro, havia um bolo com a foto de Bolsonaro em uma mesa com balões e enfeites nas cores verde e amarela. Às 14h20, os apoiadores cantaram o tradicional “Parabéns a você”. Muitas das pessoas gritavam “parabéns” e diziam seu Estado de origem.

Bolsonaro também defendeu as ações do governo na área econômica. Enfatizou em sua fala que o auxílio emergencial concedido no ano passado – e que voltará a ser pago a partir do mês que vem – para as pessoas que estão passando por necessidade “é o maior projeto social do mundo”, mesmo com a redução expressiva dos valores, de R$ 600 para R$ 250, e do público que será beneficiado neste ano. “O povo precisou e atendemos. O que o povo mais pede para mim agora é : ‘quero trabalhar’”, disse. Na sequência, os apoiadores entoaram em conjunto: “queremos trabalhar”.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O preço do diesel volta a subir nos postos do Brasil. Gasolina e etanol também avançam
Testemunha convocada por CPI não tem o direito de não comparecer
Pode te interessar